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Editorial

Marcha da Família com Deus pela Liberdade e os dias de hoje

Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi o nome comum de uma série de manifestações públicas ocorridas entre 19 de março e 8 de junho de 1964 no Brasil em resposta à suposta ameaça comunista representada pelo discurso em comício realizado pelo então presidente João Goulart em 13 de março daquele mesmo ano.

Na data, o mandatário assinou dois decretos, permitindo a desapropriação de terras numa faixa de dez quilômetros às margens de rodovias, ferrovias e barragens e transferindo para a União o controle de cinco refinarias de petróleo que operavam no país.

Além disso, prometeu realizar as chamadas reformas de base, uma série de mudanças administrativas, agrárias, financeiras e tributárias que feriam os interesses da classe média e da elite, já que haveria distribuição de terras e bens. Deu no que deu.

A Passeata dos Cem Mil foi uma manifestação popular contra a Ditadura Militar no Brasil. Organizada pelo movimento estudantil, ocorreu em 26 de junho de 1968, na cidade do Rio de Janeiro, e contou com a participação de artistas, intelectuais e outros setores da sociedade brasileira.

O que tem a ver a Marcha da Família com Deus pela Liberdade e os movimentos de hoje desencadeados no Brasil principalmente pela classe média pedindo o impeachment da presidenta Dilma, eleita democraticamente com mais de 50% dos votos dos brasileiros na última eleição? Respondo: tudo!

O que ocorre no país hoje faz lembrar 1964 quando a classe média foi as ruas com medo de se instalar um comunismo no Brasil. Pura ignorância. O mesmo ocorre hoje. Estes atos contra a presidenta Dilma não passam de pura ignorância. Corrupção existe no Brasil desde que este país varonil foi descoberto.

Dizer que a presidenta Dilma sabia de tudo o que ocorreu na Petrobras me parece falta de insensatez. Prova maior disso é que até agora não se tem nenhuma prova de seu envolvimento com o escândalo que envolveu a Petrobras, Ou seja, a instalação de um processo agora de impedimento da presidenta não se sustenta, requer fundamentos legais.

Mas voltando a Marcha da Família, digo que os que participam dela não sabem, sequer, quem assumiria a Presidência da República em caso do impeachment de Dilma, conforme constatou pesquisa Datafolha. Apenas 13% dos brasileiros consultados sabem que quem assumiria a Presidência é o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), cujo partido também tem parlamentares envolvidos no esquema. A julgar o pensamento das elites, seria trocar seis por meia dúzia.

E quanto a Passeata dos Cem Mil. Bom, estes eram esclarecidos e foram as ruas para defender a legalidade e contra o golpe militar.

Caro, leitor, faça uma reflexão!

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