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Editorial

Micarla tentaria um “suicídio político”? Será? Duvido!

Na semana passada a prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) convocou uma entrevista coletiva para tecer críticas à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), por, segundo a alcaidessa, não vir repassando verbas para a saúde do município. Pensou-se até que Micarla iria falar sobre se sairia ou não candidata à reeleição na entrevista. Que nada, a prefeita continuou a fazer suspense e disse que esta semana se pronunciará sobre o assunto.

Pois muito bem: Não tenho bola de cristal nem jogo as cartas do tarô, mas desde que se ventilou a possibilidade da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) sair candidata a prefeita de Natal, vinha dizendo não acreditar nesta hipótese. E justifiquei o por que de não acreditar: Primeiro, por entender que se o projeto maior de Wilma é chegar ao Senado (agora à Câmara), jamais poderia sair candidata a prefeita, pois que  deixaria de subir nos palanques de seus correligionários no interior do estado. Segundo, por que sendo ré na Operação Sinal Fechado – esquema de fraudes montado no Detran/RN durante o seu governo – , isso poderia atrapalhar a sua candidatura. E terceiro,  por não ter clima emocional neste momento para se candidatar a um cargo majoritário, pois que seu filho, advogado Lauro Maia, foi denunciado na Operação Higia – esquema de licitações viciadas na Secretaria Estadual de Saúde, também durante o governo dela. Somado a isso, o fato do presidente nacional do PSB, governador de Pernambuco Eduardo Campos, priorizar no RN a campanha da deputada Larissa Rosado (PSB) a prefeita de Mossoró. Dias atrás Wilma anunciou que não sairia candidata a prefeita da capital potiguar, preferindo apoiar a candidatura do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT).

Agora, é Micarla que faz suspense sobre se sai ou não candidata a reeleição. Não acredito que a alcaidessa natalense saia para o que chamo de “suicídio político”. Já falei sobre isso também em outras vezes. Mas vou repetir: Micarla enfrenta um índice de rejeição e um desgaste político nunca registrado por um prefeito (a) em Natal. Coisa que beira os 100%. E esse desgaste vai da classe E à classe A. De norte a sul e de leste a oeste da capital potiguar a prefeita Micarla de Sousa sofre rejeição por parte da população.

Portanto, ouso dizer que Micarla não sairá candidata a reeleição e usará o argumento da saúde fragilizada para desistir desse “suicídio político”. Se sair à reeleição, corre o sério risco de sofrer uma grande decepção e aniquilar-se políticamente. Melhor então guardar a viola dentro do saco e ir cuidar dos negócios, agora com um bem a mais, uma emissora de rádio que lhe custou a bagatela de R$ 5 milhões. E, claro, a saúde, coisa que todo ser humano deve ter em primeiro lugar. A conferir!

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