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Editorial

Nem Dilma se suicidou nem a República foi abaixo

O domingo se foi e nem a presidenta Dilma Ruosseff se suicidou e nem se hospitalizou como pregaram as redes sociais.  Da mesma forma a segunda-feira veio e tampouco a República foi abaixo como sentenciou Marcelo Odebrecht após ser preso pela Polícia Federal na última sexta-feira, acusado de participar do petrolão.

Contudo, a elite brasileira está certamente em polvorosa. Na manhã da sexta-feira, 459 dias após o início da Operação Lava Jato, prenderam o Marcelo. Ele estava em sua casa, no Morumbi, em São Paulo, quando agentes e delegados da Polícia Federal chegaram com o mandado de prisão preventiva, decretada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal da Justiça Federal do Paraná, responsável pelas investigações do petrolão na primeira instância.

No sábado, o jornal The Wall Street Journal chamou os executivos – Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrrez, presos na 14ª fase da operação Lava Jato – de “magnatas” brasileiros acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.

O periódico, assim como o New York Times e britânico Financial Times, chamou atenção para o nome dado a esta fase da operação – Erga Omnes, “para todos” em latim -, que, de acordo com a polícia, indica um esforço para acabar com a cultura de impunidade entre as classes mais ricas do país.

É verdade. Se o juiz Sérgio Moro quer pegar o ex-presidente Lula e para chegar a ele teve que prender os maiores empreiteiros do Brasil, de uma coisa a gente tem que tirar o chapéu. Ele levou ao xilindró os representantes da elite brasileira, os representantes das varandas gourmets do Morumbi, que deveriam ter batido panelas e piscar as luzes de suas chiques varandas.

Mas nada disso ocorreu. Nem os chiques e bacanas bateram panelas, nem Dilma se suicidou e nem muito menos a República veio abaixo. Portanto, debaixo da linha do Equador tudo continua no mesmo, exceto a elite brasileira que agora conhece as grades.

E viva a República!

 

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