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Editorial

Nem Wilma acredita em Garibaldi nem muito menos ele nela

Está na hora dos políticos do Rio Grande do Norte deixarem de lado as conversas pra boi dormir e parar de jogar pra plateia. Essa história de que o radicalismo acabou na política papa-jerimum é só pra inglês ver. A própria presidenta estadual do PSB e vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, uma das maiores interessadas num acordão com vistas as eleições do próximo ano, onde sonha em chegar ao Senado, mas que poderia ser beneficiada até com uma candidatura a deputada federal, já dá sinais de que o fim do radicalismo só passa mesmo pela cabeça do presidente da Câmara e estadual do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

O ministro Garibaldi Alves (PMDB-RN), auxiliar direto da presidenta Dilma Ruosseff (PT), candidata a reeleição, todos sabem, as torcidas do América e do ABC juntas,  não “se beija” com Wilma de Faria desde que a socialista rompeu com os Alves para sair candidata a primeira vez ao governo. Dizer agora que até aceita uma aliança com Wilma – ela sendo candidata a deputada federal – levou a uma certa desconfiança da psebista. Wilma faz política 24 horas, e já colocou o bloco na rua há muito, seja pra sair candidata a federal, ao Senado e até mesmo ao governo do estado. Se diz a única dos candidatáveis ao governo oposição a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e alfineta nas entrelinhas o PMDB, até pouco tempo aliado da democrata.

Na verdade Henrique até gostaria de ter Wilma ao seu lado na campanha de 2014, mas isso é como dá um nó em pingo d`água. Ele sabe que o seu primo, senador-ministro não engole a vice-prefeita de Natal. Tenta aqui e acolá convencer Garibaldi de que a aliança entre os Alves e Wilma é bom políticamente para o Rio Grande do Norte. Pura balela. Garibaldi não acredita nisso, até porque se Wilma se eleger só fortalece ela, sua desafeta política. Wilma, por seu lado, também não é ingênua a ponto de “engolir” as palavras de Garibaldi. Ela sabe perfeitamente que o desejo dessa aliança está em Henrique, que no fundo no fundo aspira ainda uma candidatura a governador, embora não diga isso em público. E numa eventual candidatura ao governo nada melhor do que ter uma adversária em potencial como aliada e não como inimiga. Contudo, isso não tem o aval de Garibaldi.

A “guerreira” já sabe que o seu destino político deve ser mesmo uma candidatura novamente ao governo do estado. Não a toa vem percorrendo o interior dia sim outro sim. Uma disputa ao Senado com a candidatura da deputada federal Fátima Bezerra sendo prioridade do PT nacional, sabendo que a petista tem como padrinhos nada mais nada menos do que a própria presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, é um risco muito grande se não houver o apoio dos Alves. Wilma vem jogando o xadrez político com três alternativas: Câmara, Senado e governo do estado. Neste “momento”, como diria Henrique Alves, a biruta do PSB – instrumento de navegação aérea que aponta a direção do vento – está apontando pra Wilma a candidatura ao governo. Ela, certamente, não acredita em Papai Noel, daí não apostar o que diz Garibaldi ser verdade.

Por outro lado, o ministro da Previdência, também não acredita em gnomos. Diz e repete que não é candidato outra vez ao governo. Que já deu a sua cota. Mas, insiste que o seu PMDB deverá ter candidato próprio. E quem será esse nome para enfrentar a “guerreira”? A meu ver só tem um: Garibaldi. E se o PMDB pensa em ganhar a eleição Gari terá que ir para o “sacrifício”. Do contrário Wilma poderá impor outra derrota aos peemedebistas com o discurso de que ela é a autêntica oposição à Rosalba. O povo tem memória curta e não lembra dos escãndalos do governo Wilma, embora isso possa vir à tona na campanha. E o fim do radicalismo, como prega Henrique Alves, vai para o beléléu. Alguém duvida?

A conferir!

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