Numa eleição majoritária prevalece o pragmatismo
Difícil no Rio Grande do Norte uma chapa majoritária envolvendo um nome oligárquico, no caso, um Alves, do PMDB, e um petista, agradar aos eleitores peemedebistas e do PT. Falo da hipotética chapa com o nome do ministro Garibaldi Alves para governador e a deputada federal Fátima Bezerra para o Senado.
O PT quer queira quer não ainda mantém uma certa desconfiança com os Alves desde quando foi criado no estado. Assim foi com a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), hoje vice-prefeita de Natal. Os petistas engoliram Wilma a seco. Conviviam com ela quando governadora como aliada imposta, mas não engoliam isso. Agora voltam a ficar em lados opostos.
Se fala numa chapa majoritária Garibaldi e Fátima, que, convenhamos, além de ser uma chapa do ponto de vista político-eleitoral fortíssima, vale aí salientar o pragmatismo do ponto de vista também no tempo no programa eleitoral, que, evidentemente, não se deve desprezar.
Há pouco no twitter o jornalista Daniel Lemos me dizia que a se confirmar essa chapa ele votará em Fátima para senadora, mas não em Garibaldi para governador. Seu nome para o governo é o do deputado estadual Fernando Mineiro. Ou seja, ele defende uma chapa puro-sangue do PT.
Não resta dúvida que Mineiro é um nome de respeitabilidade e que já mostrou competitividade nas últimas eleições para prefeito em Natal. O problema que vejo aí é a questão do pragmatismo. Lembro que Lula para se e eleger presidente pela primeira vez usou do pragmatismo. Foi buscar no nome do empresário e ex-senador José de Alencar (PR-MG) – já falecido – o seu companheiro de chapa. Alencar foi seu vice na primeira eleição e na sua reeleição. Identificação com o empresário? Não! Puro pragmatismo. É isso que o PT do Rio Grande do Norte precisa entender, assim como alguns de seus eleitores.
Uma chapa puro-sangue do PT a meu ver é um risco. Vejo com simpatia essa chapa se Alves e Wilma de Faria se unirem. Garibaldi ou Henrique para governador e Wilma para o Senado. Aí arrisco dizer que o eleitor não aceitaria isso e o PT poderia se beneficiar dessa insatisfação. Do contrário, o mais viável é PMDB e PT formarem uma aliança, até porque a prioridade é a reeleição da presidenta Dilma, segundo os próprios petistas. A conferir!