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Editorial

O Brasil não conhece o Brasil

O ex-presidente Lula e até a presidenta Dilma costumam dizer que nunca se investigou tanto, como também nunca se prendeu tanto no Brasil como nos governos do PT. Até concordo. O que eles esquecem de dizer é que o Brasil não conhece o Brasil. Ou seja, os investigados e os presos de hoje, políticos e empresários principalmente, não estão acostumados com isso. E aí no caso dos políticos falo dos do PT, PMDB, PSDB e de outros partidos menos cotados. No caso dos empresários falo dos empreiteiros que subtraem a Pátria tão distraída.

Só para citar o exemplo de que o Brasil não conhece o Brasil, a coluna Radar on-line, do jornalista Lauro Jardim, divulga hoje a seguinte informação:

Os advogados de defesa dos empreiteiros seguem em busca de falhas na conduta dos procuradores e de Sérgio Moro para melar as investigações da operação Lava-jato. Agora, voltaram a ter esperanças na tese do grampo irregular do serviço de mensagens do Blackberry. Moro indeferiu até agora os pedidos de advogados de defesa para ouvir Sérgio Arruda, o delegado da PF que conduziu as interceptações telefônicas.

A defesa dos presos reclama que a PF tem um software chamado BBSAC que gerencia e monitora a troca de informações com a RIM, responsável pela Blackberry. O correto, apontam os advogados de defesa dos empreiteiros, seria a PF não ter esse contato direto com a RIM para receber as conversas entre os envolvidos.

Deveria ser seguido o seguinte procedimento segundo um tratado bilateral entre Brasil e Canadá: a procuradoria-geral de Justiça envia o pedido para o governo canadense que pede à RIM todos os dados. Este software, apontam os advogados, não pode ser auditado o que torna falsificações possíveis.

Por outro lado, O delegado de Polícia Federal Marcos Leôncio, citado na coluna Radar da Veja, por ter, segundo a publicação, procurado políticos investigados na Operação Lava Jato para dizer que os delegados eram contrários a abertura de inquéritos para investigar vários parlamentares citados na Operação, é presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que representa única e exclusivamente os delegados da polícia federal.

Não só isso; Rodrigo Janot, procurador-geral da República continua sem dar publicidade a seus encontros com políticos. Alimenta, assim, teorias da conspiração em gabinetes de Brasília.

Em fevereiro, esteve secretamente com José Eduardo Cardozo dias antes da divulgação da lista dos envolvidos na operação Lava-Jato. Este mês, teve encontros não divulgados com Humberto Costa e Arthur Lira, ambos investigados no Petrolão.

Como se observa, apesar de nunca na história do Brasil se ter tantos investigados e tantos presos no meio político e empresarial, o Brasil parece mesmo não conhece o Brasil.

A conferir!

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