O Brasil perde um político promissor da nova geração
O Brasil perdeu hoje, de forma trágica, um político promissor dessa nova geração. Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, pelo PSB. Por ironia do destino Campos morreu no mesmo dia de seu avô, Miguel Arraes, uma das grandes lideranças políticas que este país já teve.
Ainda ontem assistia no Jornal Nacional a sua entrevista concedida a Wiliam Bonner e a Patrícia Poeta. Confesso que fiquei surpreso com a sua habilidade em responder as perguntas embaraçosas feitas pelo casal de jornalistas. È verdade que Eduardo Campos era pouco conhecido pelos eleitores do Brasil, mas me pareceu ser preparado. Em nenhum momento titubeou nas perguntas que lhe foram feitas.
Hoje, ao comentar a entrevista com colegas todos foram unânimes em dizer que Eduardo Campos se saíra bem. Me reportei a uma pergunta de Wiiliam Bonner sobre a indicação de sua mãe, ex-deputada federal Ana Arraes, para o TCU (Tribunal de Contas da União). Bonner, aliás, cometeu uma gafe ao perguntar a Campos se não era nepotismo ele indicar a mãe para ser ministra do TCU, o que o ex-governador respondeu que não se tratava de nepotismo porque não fora ele que indicara, mas sim a Câmara dos Deputados, e que mesmo assim ela tem demonstrado competência no cargo de ministra. O presidenciável assumiu o cargo de governador de Pernambuco, a partir de 2007. Foi filiado ao PMDB de 1983 a 1990 e estava no PSB desde 1990.
Eduardo Campos certamente fará falta a política brasileira, tão carente de agentes públicos com ética e transparência no trato da coisa pública. O Brasil perdeu um político promissor, mas sobretudo Pernambuco, seu estado natal, está sofrendo muito mais do que o restante do país, pelo trabalho que realizou pelo seu estado.
Hoje, quando o blog completa 7 anos no ar de forma ininterrupta teria tudo para comemorar, mas a notícia da morte, diria até prematura de Eduardo Campos, que deixou o país perplexo, transformou o dia em pesar.