O discurso de “união” pelo RN já começa a virar desunião
O pré-candidato a governador, presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB), pode até está com boas intenções quando prega o discurso da união pelo Rio Grande do Norte. Para isso firmou uma aliança com vários partidos, o que ficou conhecido como “acordão”, onde estarão no mesmo palanque políticos de diferentes matizes ideológicas, tais como os Alves (Henrique e o ministro Garibaldi), a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), candidata ao Senado, o pré-candidato a vice de Alves – deputado federal João Maia (PR) – o presidente nacional do DEM, José Agripino Maia, que preferiu que o seu partido apoiasse Henrique Alves em detrimento da candidatura a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, objetivando, claro, reeleger seu filho deputado federal Felipe Maia, e mais da metade dos deputados estaduais.
Ocorre que essa pretensa “união” pelo Rio Grande do Norte já começa a dar dor de cabeça para Henrique Alves. O “guarda-chuva” do peemedebista para abrigar partidos, parece, não cabe todo mundo. Ainda ontem a jornalista Thaísa Galvão publicou em seu blog que Alves decidiu subdividir em duas coligações os pequenos partidos que lhe darão apoio nas eleições de outubro. Em vez do chapão com todos os pré-candidatos a deputado, agora serão três coligações.
A grande, puxada pelo PMDB com PR, PSB, PROS, DEM, SDD, PDT… E as outras duas assim:
A 1: PHS, PV, PRTB, PRP, PTB, PCB e PPS.
A 2: PRB, PSDC, PMN, PSDB e PSC.
Como se observa, a falada união pelo Rio Grande do Norte não é bem pelo estado propriamente dito. Na verdade a união é pelo bem dos políticos que integram as legendas que deverão fazer parte da aliança no famigerado acordão. Contudo, se não satisfizer a todos corre-se o risco de nem mesmo essa união Henrique Alves conseguir.
Aliás, em março publiquei um outro Editorial falando dos problemas que Henrique Alves poderá enfrentar se for eleito governador. E, enfocava exatamente isso, o fato de haver vários partidos com diferentes interesses num suposto governo de coalizão, que Henrique discursa como sendo de união pelo Rio Grande do Norte. Clique aqui [1]para conferir.