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Editorial

O PMDB do RN continua no divã e pode pagar caro 

A indecisão dos dois principais líderes do PMDB potiguar, o presidente da Câmara e presidente estadual da legenda, deputado Henrique Eduardo Alves, e o ministro da Previdência Garibaldi Alves, em não saber ainda se o partido deverá lançar candidato ou apoiar a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), com mais de 70% de desaprovação, pode levar a que os peemedebistas paguem um preço muito caro nas próximas eleições.

Garibaldi diz que quem vai decidir isso é o partido em janeiro, mas todos sabemos que quem decide as coisas no PMDB papa-jerimum é Henrique Alves. O presidente da Câmara não quer falar sobre sucessão agora. O PT da deputada federal, Fátima Bezerra, que deverá sair candidata ao Senado, cobra uma posição já de Henrique e Garibaldi. Não quer deixar o verão chegar para só então definir uma possível aliança e uma chapa majoritária.

Já falei várias vezes que o “cavalo selado’ está passando na frente de Henrique Alves mais uma vez para ele sair candidato a governador. O de Garibaldi não é selado, pois que ele é, como diria, um jóquei acostumado a corridas e vitórias. Mas o cavalo dos dois está ali, bem na frente do PMDB. Mas, se não for cevado correm o risco de irem embora. Nem Henrique nem Garibaldi estão dando importância a isso. Acham que eleição se decide num piscar de olhos. E não é bem assim.

O PMDB do Rio Grande do Norte está vacilando achando que o céu de brigadeiro vai continuar se acaso decidir apoiar a reeleição de Rosalba. A hora é de rompimento, independente de Rosalba continuar ou não no DEM. Pessoalmente acho até que ela não sai candidata a reeleição. Muito provavelmente não conseguirá reverter o quadro de desgaste que o seu governo sofre até outubro de 2014, mesmo com a realização da Copa em solo potiguar.

Se depender dos peemedebistas, como o presidente municipal da legenda em Natal, deputado estadual Hermano Morais, o PMDB terá sim candidatura própria no próximo ano ao governo do estado. Como Garibaldi disse que a decisão partirá do partido como um todo, resta aguardar. Mas, lembro que mesmo assim a demora em ser ou não ser governo pode custar caro. A fatura pela demora em sair do divã do psicanalista será cobrada pelo eleitorado. A conferir!

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