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Editorial

O poder da Web

É impressionante o poder de mobilização da Web. Protesto inspirado na Tunísia e convocado pelo Facebook ganhou as ruas das principais cidades do Egito, apesar de reprimido violentamente pela polícia. As manifestações, que pedem a saída do presidente do Egito, Hosni Mubarak, há 30 anos no cargo,  ocorrem de forma simultânea em diversas cidades, incluindo a capital, Cairo, Alexandria, a segunda maior cidade do país, e Ismailia e Port Said, cidades portuárias no Canal de Suez. Em todos os lugares, os protestos têm sido semelhante.

A Internet, sem dúvida, foi o maior invento na área da comunicação desde que o mundo começou a se comunicar. O exemplo dado agora pela mobilização ocorrida no Egito através do Facebook, para tirar Mubarak do poder é sem dúvida o maior exemplo disso.

Outro exemplo de força da Web é o site Wikileaks que tem como um de seus diretores Julian Assange. O site foi criado com o intuito de divulgar documentos [1], fotos e informações confidenciais, vazados de governos e empresas, sobre diversos assuntos. Segundo consta no próprio Wikileaks, a organização foi fundada por dissidentes chineses, jornalistas, matemáticos, e tecnólogos [1] dos EUA.

Estes dois exemplos de força da Web demonstram que tanto as redes sociais como o Facebook, twitter e mais os sites e blogs espalhados na rede mundial têm forças devastadoras. O Wikileaks, por exemplo, abalou o governo americano com revelações sobre sua diplomacia. Agora o Facebook mobiliza uma Nação contra um regime ditatorial.

Não há no mundo exemplos maiores de poder de mobilização do que a Web. Nem o Rádio, nem a televisão e muito menos o jornal conseguem tamanha façanha. Hoje a comunicação com o mundo é através da Internet. A instantaneidade da informação chega ao Planeta em questão de minutos. E aí pronto: Se consegue mobilizar pessoas como no caso do Egito.

E o melhor de tudo é que mesmo que os governos ditatoriais não queiram, as informações transcedem os limites de fronteiras, haja vista, por exemplo, os vídeos que estão sendo postados no youtube mostrando as mobilizações em várias cidades egípcias. É o poder da Web!

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