O PT do RN e a candidatura majoritária
O Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte reuniu a executiva estadual para discutir as eleições 2014. Na pauta o arco de alianças que como sempre está restrita aos partidos da base aliada da presidenta Dilma. Natural, até porque o projeto maior do partido é a reeleição da presidenta.
O PT do RN, segundo o seu presidente, Eraldo Paiva, defende candidatura própria ao governo do estado, mas está aberto ao diálogo. Claro e evidentemente que esse diálogo passa pelo projeto de governo que os petistas pretendem apresentar ao Rio Grande do Norte.
Acho importante a iniciativa do PT também promover a chamada “Caravana da Cidadania”, onde será discutido com a população os problemas de cada região do estado, pois que a partir dessa iniciativa os petistas pretendem elaborar um programa de governo a ser apresentado à sociedade.
Contudo, volto a afirmar o que já disse em Editoriais passados. O nome que o PT tem, e sem sombras de dúvidas um nome forte para ser candidata numa chapa majoritária, é o da deputada Fátima Bezerra para o Senado. Entendo que Fátima Bezerra poderia até ser candidata ao governo, mas certamente uma candidatura a senatória lhe cairia melhor.
Hoje, quando se fala em eleições 2014 no Rio Grande do Norte, em qualquer situação, seja o PT ao lado do PSB da vice-prefeita de Natal Wilma de Faria, seja ao lado do PMDB do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, Fátima Bezerra é lembrada para compor a chapa majoritária na condição de candidata ao Senado.
Portanto, independente do PT do Rio Grande do Norte elaborar um plano de governo para apresentar à sociedade, o que é importante, repito, acredito que a candidatura de Fátima Bezerra ao Senado, quando só uma vaga estará em disputa, é a mais factível.
E explico o por que:
Primeiro, dois dos principais políticos do estado, o senador-ministro Garibaldi Alves Filho, e o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia, não estarão na disputa, pois que ainda têm mais quatro anos de mandato. Isso por si só já é uma vantagem pra Fátima Bezerra.
Segundo, caso o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB Eduardo Campos não seja candidato à Presidência da República, como se cogita, Wilma dificilmente será candidata ao governo. Neste caso ou sairia a deputada federal – mais provável – ou a senadora. Entendo que numa composição com o PT Wilma abriria mão da senatória para Fátima Bezerra.
No caso de Campos sair mesmo candidato a presidente e Wilma ao governo, uma aliança entre PT e PSB no estado está fora de cogitação. Aí sobra ao PT uma aliança com o PMDB, com os peemedebistas lançando candidato ao governo, que poderá ser Henrique Eduardo Alves, e Fátima compondo a chapa majoritária se colocando como postulante ao Senado. A conferir!