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Editorial

O que terá levado Carla Ubarana à delação premiada?

A pergunta é pertinente. Certamente não foi só o fato de ser beneficiada pela prisão domiciliar dela e de seu marido, George Leal, ambos denunciados na Operação Judas do Ministério Público Estadual desencadeada no dia 31 de janeiro com pedidos de busca e apreensão em Natal, Baía Formosa e Recife. A Judas tem por finalidade investigar denúncias de desvio de dinheiro no Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Carla Ubarana, pode-se dizer, é um arquivo vivo, e como tal é merecedora de atenção dos promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e dos policiais da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária.

Se foi acordado um Termo de Colaboração Premiada com a principal envolvida nas fraudes cometidas na Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do estado, é porque Carla Ubarana sabe demais. E é por aí que os meninos do MP querem chegar ao fio da meada. A ex-manda-chuva do Setor de Precatórios do TJRN pode abrir a Caixa de Pandora agora com a delação premiada.

Até agora, tirando Carla Ubarana, a Operação Judas resultou na prisão de outras cinco pessoas supostamente envolvidas nas fraudes que aconteceram na Divisão de Precatórios do TJRN. Nenhum peixe graúdo. Se há, saberemos agora com a delação premiada da principal envolvida no caso. A conferir!

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