O recado do eleitor
Enquete realizada pelo blog encerrada ontem mostrou que o eleitor, diante dessas indecisões das lideranças políticas no Rio Grande do Norte sobre candidaturas ao governo do estado, defende que os principais partidos lancem candidatos próprios à sucessão estadual. Isso ficou constatado no percentual de pessoas favoráveis a que isso ocorra, ou seja, 75%. Portanto, entenda-se-se isso como um recado.
O discurso de que o estado está quebrado e que é preciso a união da classe política para reverter a situação, embora nenhuma das duas principais lideranças políticas queiram concorrer ao cargo de governador – falo do ministro Garibaldi Alves (PMDB) e da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB) – que vêm liderando as pesquisas de intenção de voto, cansou a opinião pública que agora defende que todos os partidos lancem candidatos ao governo.
O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), que já figurou em outra enquete aqui no blog como o mais capacitado para tirar o Rio Grande do Norte da inércia em que se encontra política e administrativamente já colocou o seu nome à disposição do partido. Aliás, outro dia coloquei aqui que seria interessante que nas próximas pesquisas para governador o nome de Mineiro também constasse. Diz-se que dificilmente o PT lançará uma chapa puro sangue, com Mineiro para governador e a deputada federal, Fátima Bezerra, prioridade da Executiva nacional da legenda, para o Senado. Penso também dessa forma, mas a verdade é que essa chapa pode tomar corpo com o vacilo do PMDB em não oficializar o nome para concorrer ao governo e empurrar com a barriga uma eventual aliança com o PT, prioridade nacional.
Enquanto isso, o vice-governador, Robinson Faria (PSD), rompido com o governo Rosalba (DEM), e há oito anos candidato a governador, já colocou o seu bloco na rua. O problema é que Faria não decola, mesmo com as indecisões dos caciques da política papa-jerimum. É aí que Mineiro pode crescer. O povo está farto desse “guarda-chuva” para proteger as oligarquias. Henrique com esse discurso de união política costura uma chapa proporcional que possa contemplar a todos, inclusive Wilma de Faria para deputada federal. O PT não aceita isso.
A verdade é que as manifestações de rua ocorridas em junho passado podem e devem refletir nas urnas. O PT do Rio Grande do Norte compreendeu isso e trabalha com a possibilidade de uma chapa puro sangue. Resta saber se as oligarquias absolveram esse recado das ruas e avenidas. Na política não cabe a união de adversários políticos, muito menos em eleições objetivando contemplar a todos. A conferir!