O retrovisor do retrovisor
Não votei em Rosalba Ciarlini (DEM) para governadora nem muito menos tenho carta branca pada defendê-la, e reconheço que já está mais do que na hora dela abandonar o retrovisor e deixar de tentar explicar o fracasso – pelo menos até agora – do seu governo culpando os governos passados – Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB).
Por sua vez, Wilma de Faria também deveria deixar de lado as redes sociais para criticar o atual governo, como se o dela tivesse sido um governo perfeito, sem problemas em setores vitais como segurança pública, saúde e educação, tal e qual vivenciamos hoje. Herança maldita, certamente.
Se o governo Rosalba é um desastre administrativamente, o governo Wilma, ou melhor, os governos – pois que a socialista governou o Rio Grande do Norte por duas vezes consecutivas – foi marcado por escândalos, como Outro Negro, Foliaduto, Higia. E mais: se Wilma de Faria tivesse feito bons governos teria feito o seu sucessor. E não foi isso que observamos. Se Wilma de Faria tivesse feito bons governos hoje seria senadora, e não foi isso que observamos.
Portanto, devo dizer que o retrovisor de Rosalba é o mesmo que Wilma usou após ser eleita pela primeira vez governadora quando passou ao menos metade do primeiro mandato criticando os governos Garibaldi Alves (PMDB), seu antecessor – Garibaldi também foi governador por duas vezes seguidas, hoje é senador licenciado e ministro de Estado. Um detalhe, apenas.
Wilma usa o governo Rosalba para fazer comparações com o seu. Mas, deve-se a Wilma hoje Rosalba está no governo, ou não? Por que o eleitor potiguar levou Rosalba a subir a rampa da Governadoria? Não custa lembrar que Rosalba era oposição a Wilma. Da mesma forma que a ex-prefeita de Natal Micarla de Sousa foi o maior cabo eleitoral do hoje prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), Rosalba pode está servindo de cabo eleitoral de Wilma. Portanto, ao se criticar o governo Rosalba é bom não esquecer dos governos Wilma.
Com toda certeza os governos Wilma não são referências para o eleitor. Retrovisor por retrovisor – o de Wilma e o de Rosalba – não colocaria nenhum dos dois no meu carro. Correria o risco de não enxergar nada do que se passou e o que se passa no Rio Grande do Norte.
Com a palavra, o eleitor!