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Editorial

Ô Rio Grande do Norte sem sorte 

O Rio Grande do Norte é mesmo um estado sem sorte. Senão vejamos: tivemos por aqui uma prefeita da capital – falo de Micarla de Sousa – que foi afastada do cargo pela Justiça por cometer improbidade administrativa. Temos hoje uma governadora – Rosalba Ciarlini – que alcança índices de rejeição que ultrapassam os 90% com o seu governo tendo que enfrentar greves e mais greves e, diz-se, anda sonhando com a reeleição.

Não só isso. Para sucedê-la temos uma ex-governadora, Wilma de Faria, hoje vice-prefeita de Natal, que deixou o governo sob escândalos envolvendo parentes. Na última pesquisa de intenção de voto deu ela como favorita para voltar ao governo. Destaco também o fato de um partido – o PMDB – ter três nomes para disputar o governo – o ministro Garibaldi Alves, o presidente da Câmara Henrique Alves, e o filho do ministro, deputado Walter Alves – ou seja, uma oligarquia partidária, mas, mesmo assim os três dizem que  não querem ser candidato, mas que a legenda terá, sim, candidato. Ser ou não ser, eis a questão. Ô dúvida cruel!

Agora se tem a informação de que o Ministério Público Estadual, por intermédio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Natal, ajuizou Ação Civil Pública com o objetivo de anular os atos de escolha, nomeação e posse do ex-deputado Francisco Potiguar Cavalcanti Júnior, mais conhecido como Poti Júnior, no cargo de Conselheiro Permanente do Tribunal de Contas do Estado. Para o MP, a nomeação infringe os requisitos legais para a ocupação do cargo, visto que o atual Conselheiro possui vasto histórico de processos judiciais em seu currículo.

Caro leitor, diante dos fatos citados me diga se o Rio Grande do Norte não é mesmo um estado sem sorte? Prefeita da capital que deixa a prefeitura literalmente pelas portas do fundo. Governadora que mesmo rejeitada pela população ainda sonha em se reeleger. Ex-governadora que ao longo de seu governo somou escândalos e mais escândalos, e mesmo assim o “povo”, segundo a última pesquisa a quer de volta para resolver os problemas do estado, muitos dos quais criados ainda no governo dela. Um partido que tem três nomes de uma mesma família para lançar candidato a governador, mas dizem não querer, embora que quem acaba definindo o candidato são eles mesmo. E por fim, um conselheiro, ex-deputado estadual, cujo MP está pedindo o seu afastamento alegando que entre as irregularidades observadas na carreira do ex-deputado constam ação penal e inquéritos policiais instaurados para investigar possíveis crimes praticados. Além de processos administrativos instaurados junto ao próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE). Como pode?

Não, não vivemos uma ficção novelesca, É realidade mesmo os fatos citados acima.

Ah, ia esquecendo. Nesta sexta-feira teremos o dia 13 de setembro de 2013. Com toda certeza 13 não é o número da sorte para este Rio Grande do Norte.

 

 

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