O `secretário de um poço só´ contra o secretário `Denorex´
O novo marqueteiro da campanha do candidato a governador do Rio Grande do Norte, presidente da Câmara, Henrique Alves, a medir pelo primeiro programa eleitoral nesta reta final, já mostrou a que veio e deu as cartas. A campanha de Henrique Alves neste segundo turno vai tentar desconstruir o seu oponente, vice-governador Robinson Faria (PSD), no sentido de que Robinson nos nove nove meses que ficou a frente da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos não realizou muita coisa, a não ser a perfuração de um poço na região Agreste do estado.
Esquece o marqueteiro importado da Bahia, até por não conhecer a realidade política do Rio Grande do Norte, que Henrique Alves, primo do hoje ministro da Previdência, Garibaldi Alves (PMDB), já foi secretário de Estado. Garibaldi, ao final de seu segundo governo como governador do RN, criou uma secretaria para dar sustentação política a então candidatura de Henrique Alves à sua sucessão, a chamada Segov (Secretaria de Governo e Projetos Especiais), instituída pela Lei Complementar de número 190/2001, com propósitos eleitoreiros. De tão curto tempo foi a sua sobrevivência que ficou conhecida como Secretaria Denorex, ou seja, aquela que parecia ser mais não era.
Fato é que Henrique Alves, o “secretário Denorex” passou apenas um mês na pasta que foi criada, ou seja, de novembro a dezembro de 2001, quando deixou a Segov picado que foi pela “mosca azul” para ser o candidato a vice do então presidenciável José Serra (PSDB). Mas o que Henrique teria feito de bom pelo Rio Grande do Norte na Segov, que teoricamente tinha 1001 utilidades? Nada!
Portanto, se quiser, o marketing de Robinson tem panos pra mangas pra dar um xeque-mate no marketing de Henrique. Basta perguntar o que fez o secretário Denorex na Secretaria de 1001 utilidades. Com toda certeza, Henrique não saberá dizer o que fez na sua rápida passagem pela Secretaria que lhe foi dada de presente com fins eleitoreiros. A bem da verdade, a única coisa que Henrique conseguiu produzir foi uma denúncia do Ministério Público que instaurou procedimento administrativo para apurar o uso de imagens de agentes públicos na Publicidade Oficial do governo, o que poderia significar ofensa ao princípio da impessoalidade previsto no caput do art. 37 da Constituição Federal.
No mais, é aguardar pra ver se neste segundo turno haverá a disputa do “secretário de um poço só” contra o “secretário Denorex”.
A conferir!