Os marajás da toga
Plagiando o blog Viomundo do jornalista Luiz Carlos Azenha, diria “o que você não vê na mídia”, como por exemplo, que o auxílio-moradia pago aos magistrados do TJRN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte) é quase três vezes superior a todo o orçamento destinado à Secretaria Estadual de Esporte e Lazer e quase cinco vezes maior que o destinado ao programa de formação de professores e maior do que a verba direcionada ao Programa Estadual de Enfrentamento a Pobreza, você ver no próprio Portal da Transparência do TJRN e na peça orçamentária do governo do estado para 2015.
Juizes e desembargadores potiguares são contemplados com auxílio-moradia de R$ 4,3 mil mensais e o impacto no orçamento do TJRN é de R$ 876 mil mensais. Isso quer dizer que ao ano o impacto total no orçamento na Corte de Justiça do Rio Grande do Norte deverá ultrapassar R$ 10,5 milhões, o equivalente a aproximadamente três vezes a verba destinada à Secretaria Estadual de Esporte e Lazer para todo o ano de 2015, que é cerca de R$ 3,6 milhões, quatro vezes superior ao valor destinado à formação de professores da rede estadual (R$ 2,2 milhões) e maior do que a verba destinada ao Programa Estadual de Enfrentamento a Pobreza que é de R$ 7,6 milhões.
Dito isto, e se comparado a outros orçamentos para este ano, como a própria proposta de modernização da Polícia Civil com estimativa de custo de R$ 3,7 milhões, a modernização e o fortalecimento institucional da Secretaria Estadual de Assuntos Fundiários e de Apoio à Formação Agrária (R$ 3,3 milhões) e a Promoção e Proteção aos Direitos Humanos e às Pessoas Portadoras de Necessidades Especias (R$ 205 mil), verifica-se que os juizes e magistrados potiguares se enquadram perfeitamente na classe de marajás do estado.
As fontes das informações acima citadas são insuspeitas, e como diria o jornalista Bóris Casoy, “isto é uma vergonha”!
Reclamar a quem, caro leitor, ao Papa? Melhor deixar como está, talvez, certamente. Bom, deixa pra lá…