Os médicos brasileiros mudaram de opinião sobre o Mais Médicos?
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira que 92% das 4.146 vagas preenchidas nas três primeiras chamadas de 2015 do programa Mais Médicos, que tem como objetivo levar médicos brasileiros e estrangeiros a áreas pobres e remotas do país, foram ocupadas por profissionais com CRM brasileiro. Segundo a pasta, 3.830 oportunidades brasileiros atuarão em 1.294 municípios e 12 distritos indígenas.
O número representa mais do que o dobro de médicos brasileiros já inscritos no programa nas cinco etapas anteriores, realizadas desde julho de 2013. Ao todo, o programa tem atualmente 1.846 brasileiros e 12.616 estrangeiros, dos quais 11.429 cubanos, atuando em diferentes pontos do país pelo programa.
Uma pergunta, apenas: será que os médicos brasileiros começaram a mudar de opinião sobre o programa do governo federal que tanto criticaram em seu início? Estes mesmos médicos que saíram as ruas pedindo o impeachment da presidenta Dilma, não por outra coisa, apenas por serem contrários ao Mais Médicos, agora mudaram de opinião? Será?
Detalhe: nesta sexta-feira (10), 286 vagas remanescentes serão abertas para médicos brasileiros formados no exterior. Caso a demanda não seja atendida, profissionais estrangeiros poderão se inscrever no programa a partir do dia 5 de maio, segundo o portal de notícias G1.
É, caro leitor, como se observa o mundo dá muitas voltas. Antes nenhum médico brasileiro queria se inscrever no programa do governo federal que leva médicos onde existe carência destes profissionais, ou seja, atender principalmente a populações carentes. Lembro que ao lançar o programa, o governo federal deu preferência aos profissionais brasileiros.
E o que ocorreu? Muitos médicos se inscreveram orientados pela Federação Nacional dos Médicos. E como estratégia de desmoralizar o programa, às vésperas de serem chamados para trabalhar retiraram os seus nomes da lista de inscrição. O que fez o governo? Abriu inscrição para médicos estrangeiros. E aí os cubanos aproveitaram a oportunidade.
Mas agora, parece, que os nossos médicos acordaram. Com o preenchimento da totalidade das vagas, a previsão do governo é chegar a 18.247 médicos em 4.058 municípios, cobrindo 63 milhões de pessoas.
E viva Hipócrates, o “pai da medicina”