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Editorial

Os togados do RN precisam separar o joio do trigo

Outro dia comentei aqui neste espaço que a toga foi levada à vala comum. Me referia ao rumoroso escândalo dos precatórios. Quem quiser conferir o que eu disse é só clicar Aqui [1]

Pois muito bem: Agora surge um outro escândalo envolvendo um dos desembargadores que também está sendo acusado de participar de desvio de precatórios dentro da Corte de Justiça. Falo do desembargador Rafael Godeiro. O togado estaria envolvido em vendas de sentenças. O Ministério Público é quem faz a acusação.  Os fatos teriam ocorrido em 2004, quando  no exercício de função de assessora do desembargador Rafael Godeiro, a servidora do TJRN Ana Lígia atuava negociando decisões judiciais apresentando-se como advogada do escritório do seu pai.

A denúncia é da maior gravidade e é outro caso que precisa ser apurado com todo o rigor que merece. Cabe a presidente do TJRN, desembargadora Judite Nunes, assim como fez com o caso dos precatórios, se pronunciar. O assunto deve ser levado também ao conhecimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), afinal de contas envolve um magistrado.

É hora dos togados do Rio Grande do Norte começarem a separar o joio do trigo, sob pena da Justiça potiguar continuar na vala comum, já que com as denúncias de desvio de precatórios envolvendo membros da Corte passou a fazer parte dessa vala. Mas é tempo ainda de tirar o Judiciário das páginas policiais. O que não pode continuar acontecendo é essa mistura do joio com o trigo.

A continuar assim, não vai custar muito o Judiciário potiguar voltará a ser notícia nacional. E infelizmente de uma forma pouco louvável. A conferir!

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