Ou se tem a máquina na mão ou se tem uma aliança forte
Numa candidatura majoritária – falo de governo – ou se tem a máquina na mão ou se tem uma aliança forte. Do contrário, melhor botar a viola no saco e sair candidato a um cargo proporcional, se o político, no caso, tem algum capital eleitoral. Pesquisa de intenção de voto revela apenas o momento, e muitas vezes não retrata a realidade das urnas. Temos muitos exemplos.
Esta semana um ‘fato novo” chamou a atenção da crônica política no Rio Grande do Norte. O marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), seu chefe de Gabinete, Carlos Augusto Rosado, anunciou, embora que extraoficialmente, que a sua esposa será sim candidata a reeleição, mesmo estando beirando os 100% de rejeição da opinião pública quanto ao seu governo. Ocorre que Rosalba tem a máquina na mão e a caneta cheia de tinta. Além disso, está apostando nas obras da Copa 2014. Sua candidatura a reeleição é natural. Corajosa, mas natural, portanto!
Quanto a um palanque forte com aliados do quilate do PMDB e do PR, dificilmente contará. Estes já abandonaram o barco que faz água há muito tempo. Hoje o seu adversário nas eleições, único candidato declarado até agora, chama-se Robinson Faria (PSD), que por sinal, oficialmente é seu vice-governador, embora que rompido politicamente desde o início do governo da democrata. Único, pode-se dizer, dos eventuais candidatos ao governo que tem um discurso de oposição solidificado na sua candidatura já lançada, mesmo que não oficial, pois que falta ainda a convenção. Os outros têm discursos oposicionistas, mas faltam a coragem de, ao menos, dizer que serão candidatos. O eleitor aguarda os posicionamentos.
Faria, claro, não tem a máquina na mão, mas tem o discurso de oposição e espera formar um palanque forte capaz de enfrentar o azeite da máquina governamental. Trabalha pra isso pra conquistar o apoio do PMDB, digo, dos Alves, que insistem em não lançar ainda um nome para disputar o governo do estado nas eleições do próximo ano, embora digam que o PMDB terá candidatura própria. Se não for um dos Alves – o ministro Garibaldi, o presidente da Câmara, Henrique ou até mesmo o deputado Walter – digo que a candidatura a governador dos peemedebistas é só pra inglês ver. Ou melhor ainda: fazer número. Falo do ex-governador Geraldo Melo ou do ex-senador Fernando Bezerra.
O PSB da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, também empurra com a barriga. Dá a impressão que espera primeiro o PMDB dizer quem será o seu candidato ao governo, e vice-versa. Parece mais briga de Tom e Jerry.
E o PT? Bem, os petistas devem resolver hoje o seu imbróglio criado com o resultado do PED (Processo de Eleições Diretas) para o seu Diretório Estadual. A candidatura da deputada federal Fátima Bezerra ao Senado, independente do arranca rabo petista está mantida. Vai de vento em popa. Já o deputado estadual Fernando Mineiro, que chegou a colocar o seu nome para disputar a sucessão estadual, retirou. No entanto, se houver um acordão entre Alves e Wilma de Faria, não duvido que o PT lance uma chapa puro-sangue. Enquete realizada pelo blog provou que se ocorrer isso o eleitor aprova.
Fato é que sem uma máquina azeitada e sem uma aliança forte – não necessariamente os dois juntos, mas melhor seria, claro e óbvio – candidato a cargo majoritário, por mais capital eleitoral que tenha, não chega a lugar nenhum.
Mas o que se observa é que os políticos papa-jerimum não estão muito animados em assumir a massa falida em que se encontra o estado. A não ser a própria governadora Rosalba Ciarlini, que tem como sonho de consumo reverter a sua rejeição, e o vice-governador Robinson Faria por vaidade.
Como sempre termino o meu comentário, volto a dizer:
A conferir!