Para uns casos a Justiça é ágil, pra outros não
É curioso como a Justiça neste país para alguns casos age rapidamente, mas para outros não. Me refiro a decisão do juiz da 4ª Vara Criminal de Natal, Raimundo Carlyle de Oliveira, que determinou a prisão do gerente do banco Santander por ter cometido crime de desobediência.
O gerente teria deixado de cumprir determinação judicial sobre informações dos extratos bancários de dois dos réus da Operação Impacto, os vereadores Dickson Nasser e Adenúbio Melo. A diretora da Secretaria Judiciária certificou nos autos que decorreu o prazo de cinco dias para que a instituição bancária remetesse ao juízo a documentação requisitada através do mandado.
Pois muito bem. A Operação Impacto foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual e Polícia Civil em julho de 2007, com base na denúncia de um suposto esquema de corrupção na Câmara Municipal de Natal feita à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Com a autorização da quebra do sigilo telefônico de 16 dos 21 vereadores, o Ministério Público conseguiu interceptar diversos diálogos tratando da suposta divisão da propina, que levaram os promotores Afonso de Ligório, Giovanni Rosado e Alexandre Frazão a confirmar a existência de “grave esquema de corrupção”.
Portanto, quatro anos se passaram e nada, absolutamente nada de concreto se tem com relação aos envolvidos. Alguns deles já se reelegeram e até chegou a presidência da Cãmara, caso de Edivan Martins.
Pelo andar da carruagem é possível até que no próximo ano, quando se tem novas eleições municipais, os mesmos envolvidos na Impacto, se voltarem a se candidatar, sejam reeleitos e o processo não seja concluído. A conferir!