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Editorial

Por que o prefeito não usa o twitter para falar da falta de professores?

Curioso o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), usar a rede social para justificar a renovação de contrato por parte das secretarias de Educação e de Saúde do município, com o Novohotel, contrato esse tão criticado na campanha eleitoral e motivo, inclusive, de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito), na Câmara Municipal na gestão Micarla de Sousa e ainda criticar a imprensa pela “forma distorcida” com que tratou o assunto. Não quero entrar no mérito da legalidade do contrato, mas, por mais que se tente justificar a forma legal com que ele foi feito, por que renová-lo se foi alvo de críticas?

O site da prefeitura também publicou texto sobre o assunto onde o alcaide natalense diz:

 – A falta de imóveis próprios para abrigar os órgãos da Prefeitura é histórica e não há previsão de uma mudança desse quadro a curto prazo, já que o município não dispõe de recursos suficientes para construir essas sedes próprias. Então, temos que recorrer aos aluguéis. A diferença é que fazemos isso baseados em minuciosas análises de caráter técnico-financeiro, ressalta.

Neste caso, o prefeito Carlos Eduardo Alves deveria  usar o twitter também para justificar a falta de professores em uma escola da rede municipal de ensino na zona norte da cidade, conforme reportagem da Inter/TVCabugi, reproduzida no blog. Clique aqui [1] para ver.

É bem como um pai falou. Se o aluno falta as aulas os pais são os responsáveis por isso. Mas, e a falta de professores em sala de aula? O gestor neste caso não deveria ser punido? Com a palavra o prefeito Carlos Eduardo Alves que sabe usar muito bem as redes sociais.

Difícil entender alunos da rede pública sem professor. Depois reclamam que Natal tem baixos índices de aproveitamento no ensino fundamental.

Não faz tanto tempo assim, setembro de 2011 pra ser mais preciso, o MEC apontou Natal como a pior capital em qualidade de ensino. Aquela era a terceira avaliação consecutiva que colocava o sistema educacional natalense na lanterna do ranking da educação nacional. Aliás, isso foi motivo de debates durante a campanha.

E parece que a coisa não mudou muito não. A falta de professores em sala de aula no início de um ano letivo não é nada confortável para uma administração que se inicia.

Não custa repetir: Com a palavra o prefeito!

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