Por um piso salarial nacional dos jornalistas
Este blog entra na campanha para a melhoria salarial dos profissionais de imprensa. Tramita na Câmara proposta do deputado André Moura (PSC-SE) que estabelece um piso salarial para os jornalistas de R$ 3.270 e jornada semanal de trabalho de 30 horas para a categoria. A proposta prevê ainda reajuste anual pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Hoje não há um piso para o pagamento desses profissionais, e a remuneração varia de estado para estado. O piso defendido pelo parlamentar, de R$ 3.270, se aproxima do valor defendido pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), que é de seis salários mínimos (R$ 3.732). É chegada a hora da categoria se mobilizar em todo o país.
Jornalistas da agência Reuters no Reino Unido, por exemplo, insatisfeitos com seus salários preparam uma greve de 48 horas na quinta e na sexta-feira, a primeira em 25 anos, após rejeitarem a proposta feita pela empresa Thomson Reuters, que controla a agência, de reservar 3% do orçamento para pagar aumentos. Isso deve servir de exemplo para os jornalistas brasileiros. É preciso fazer pressão no sentido de que os salários da categoria sejam dignos da profissão que exercemos, sob pena de que “bicos” em assessorias de imprensa tenham que ser feitos para melhorar o miserável salário como vem ocorrendo.
Não só isso. Este blog também vem defendendo há tempos a exigência do diploma para jornalistas. Não se concebe uma profissão que lida com o intelecto não se exigir o diploma de nível superior. Isso só faz beneficiar as empresas jornalísticas que contratam pessoas sem sequer saber fazer um lide. Apenas por escrever bem são contratadas. Não é por aí. Existem regras para se fazer um texto jornalístico e isso se aprende nos bancos de faculdade.
Junto com a exigência do diploma para jornalista, a proposta do piso salarial nacional para a categoria deve ser uma bandeira de luta daqui por diante dos profissionais de imprensa. Empunho essa bandeira e em nome dos colegas espero a contribuição da bancada do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional para que as duas propostas sejam aprovadas ainda este ano. A conferir!