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Editorial

Por uma questão de justiça à Eleonora Castim

A Justiça Federal inocentou de participação na Operação Higia –  esquema de facilitação em licitações, onde umas poucas empresas sempre saíam vencedoras e assinavam contratos superfaturados, ocorrido no governo Wilma de Faria (PSB), que, segundo cálculos da Polícia Federal, o desvio de dinheiro público chegou ao montante de R$ 36 milhões – a ex-coordenadora de Finanças da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Eleonora Castim. O nome de Higia, a deusa da limpeza na Mitologia Grega, está relacionado ao fato de as empresas serem principalmente da área que prestavam serviços de limpeza ao governo do Rio Grande do Norte à época.

Conheço Maria Eleonora e seu marido, o procurador-geral do município de Natal, Carlos Castim. Na época do escândalo, Castim era secretário estadual de Segurança, e tão logo tomou conhecimento do fato pediu exoneração do cargo a então governadora Wilma de Faria. Os dois – Carlos e Eleonora, posso dizer  com absoluta certeza, merecem todo o respeito pela conduta ilibada que sempre tiveram nos cargos que ocuparam e que ocupam hoje.  A denúncia apontada contra Eleonora foi eivada de erros. Dizia que ela recebera passagens aéreas e o indício probatório correspondente comprovava ter sido uma pessoa totalmente estranha aos quadros da Secretaria de Saúde do Estado quem as recebeu.  A denúncia, da mesma forma,  imputava à Eleonora Castim a responsabilidade por haver dispensado e promovido a inexigibilidade de procedimentos licitatórios, atribuições estas exclusivas dos secretários de Estado e ordenadores de despesas das secretarias. Eleonora Castim, nunca foi ordenadora de despesas da Secretaria de Saúde, jamais trabalhou com licitações e sequer integrou qualquer setor responsável por tais procedimentos.

Como diz o velho ditado popular: a justiça tarda mais não falha. É o caso agora É verdade que o casal comeu o “pão que o diabo amassou” nos últimos cinco anos, mas Graças a Deus a inocência de Maria Eleonora ficou provada. Hoje, uma das primeiras coisas que fiz foi ligar para Carlos Castim parabenizando a ele e sua esposa pelo reconhecimento da justiça. Senti uma certa emoção na sua voz. Não pra menos: a injustiça que cometeram contra a sua esposa, só reparada após cinco anos, leva a que o ser humano se emocione, como foi o seu caso. Me disse ele que tirou proveito dos momentos de provações que ele e Maria Eleonora passaram.

Ainda em novembro de 2010 postei editorial sob o título “”Julgamento precipitado” em que falava exatamente das acusações infundadas contra Maria Eleonora – clique aqui [1] para conferir – , objeto inclusive que resultou num envio de um e-mail de Carlos Castim à minha pessoa agradecendo o meu posicionamento. Dizia o e-mail:

Prezado Barbosa:

Gostaria de agradecer o seu posicionamento firmado no editorial do último dia 26 de novembro do corrente ano. Temos plena convicção de que a verdade já começa a aparecer. Maria Eleonora Castim foi envolvida neste triste episódio sem qualquer prova material que consubstanciasse as acusações de que foi ví­tima. Com relação à  sua pessoa, posso lhe assegurar que não houve investigação isenta e profissional. Há contradição nas acusações. Vários erros investigativos foram agora comprovados na instrução criminal. Nenhuma das testemunhas de acusação fez qualquer comentário que pudesse evidenciar o envolvimento de Eleonora neste episódio triste e deplorável. Ao contrário, todas as testemunhas, sem exceção, reconheceram a forma zelosa e responsável com a qual Eleonora sempre pautou sua conduta funcional. Não há nos autos um documento sequer assinado por Eleonora Castim. Estamos absolutamente confiantes na realização da Justiça. O sofrimento está chegando ao fim. Receba o meu abraço e agradecimento pela corajosa e generosa postura.

Atenciosamente Carlos Castim 

Fiz questão de republicar o e-mail pois que já naquela época Carlos Castim se mostrava confiante na justiça dos homens. Eís que agora tudo fica comprovado.

Parabéns ao casal Carlos/Eleonora Castim.

A justiça se fez!

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