Que a Grécia sirva de exemplo
Não faz muito tempo o ministro da Previdência Garibaldi Alves Filho fez um alerta sobre o caos em que se encontra a Presidência Social no Brasil. Disse Garibaldi:
– Se modificações não forem feitas, em alguns anos o quadro da previdência brasileira não será menos traumático do que o atualmente vivenciado por diversos países, sobretudo, do Primeiro Mundo. O alerta foi feito durante reunião da Comissão Geral da Câmara dos Deputados.
A preocupação de Garibaldi tem sentido. A Previdência Social brasileira tem um déficit muito grande e é preciso sanar logo o problema com medidas que certamente são impopulares, mas urge medidas imediatas.
Agora mesmo está na mesa de votação da Câmara o Funpresp (Fundo de Previdência dos Servidores). O regime de previdência complementar do servidor público federal representa um avanço importante para o país e um desafogo nas contas da Previdência Social.
Por outro lado a reforma da Previdência Social é sem dúvida nenhuma uma garantia de equilíbrio das contas públicas a longo prazo.
Toco neste assunto porque ainda ontem o Parlamento grego aprovou um pacote de medidas de austeridade fiscal. Entre as medidas altamente impopulares estão o corte de 22% do salário mínimo do país e a redução das pensões. Além disso, 150 mil funcionários públicos perderão seus empregos até 2015. Mesmo com a aprovação do pacote, especialistas alertam que a Grécia não escapará de uma crise econômica e social por um longo período, mas afasta-se o risco de uma recessão profunda na zona do euro.
Portanto, o alerta do ministro Garibaldi que relatei no início deste texto tem sentido. Se não houver uma reforma da Previdência agora o Brasil corre o risco de ter, assim como a Grécia, de tomar medidas aústeras e antipáticas à luz da sociedade. A conferir!