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Editorial

Queimando em fogo brando

Pos mais que a governadora do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini (DEM) e o vice-governador Robinson Faria (PMN) digam que está tudo bem entre eles, na verdade não está. Faria que já havia se distanciado do senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, por insistir em fundar no estado o PSD, cujo democratas questiona na Justiça Eleitoral, agora vê seus planos de se candidatar a senador em 2014 pelo sistema governista ir embora com a chegada do PMDB aos braços do governo.

Sim, porque todo mundo sabe que o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) também pensa em disputar a única vaga a senatória em 2014. Sendo assim, com a adesão do PMDB ao governo democrata, tudo indica que a dobradinha situacionista em 2014 será Rosalba Ciarlini, candidata a reeleição e Henrique Alves, candidato ao Senado. Alguém tem dúvida?

Robinson, assim como aconteceu no governo Wilma de Faria (PSB) será mais uma vez jogado no canto de carroceria. Wilma prometera a Rosinson Faria quando foi enfrentar Garibaldi Alves Filho (PMDB) nas urnas que se ele (Ronbinson Faria) ficasse do lado dela seria o seu candidato a sucessão estadual. Ao deixar o governo para sair candidata ao Senado preferiu apoiar o então governador – seu vice – Iberê Ferreira de Souza (PSB) ao governo.

Com isso Robinson acabou indo apoiar a candidatura de Rosalba com o compromisso de ser seu vice. Rosalba ganhou a eleição, e ainda entregou o cargo de secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos a Robinson. O ex-presidente da Assembleia Legislativa ficou com a faca e o queijo na mão para por seu plano para funcionar. Rosalba governaria os quatro anos e depois sairia candidata a reeleição – como pretende ainda – e Robinson Faria ao Senado. Tudo estratégicamente planejado.

Ocorre que em política a palavra é como um risco n`água. Antes o PMDB só tinha a metade no governo. Hoje está “unificado” e a outra metade que faltava apoiar Rosalba já desembarcou de mala e cuia. Claro que a fatura a ser cobrada por isso será alta e vai sobrar para Robinson Faria. Os efeitos disso já começam a ser sentidos. Henrique deverá indicar um nome para presidir a Caern (Companhia de Água e Esgoto do RN) em substituição a Walter Grassi, indicação de Robinson Faria. Não só isso. No empréstimo que o governo está solicitando ao Banco Mundial sequer um único centavo foi destinado à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Em reposta, o hoje aliado de Robinson Faria, ex-peemedebista José Dias anda dando alfinetadas no governo por causa desse empréstimo. Se tem o dedo de Robinson Faria nisso aí ninguém sabe, ninguém viu, mas que é sintomático, ah isso é.

Não à toa já se fala que Robinson Faria poderá voltar aos braços de Wilma de Faria. Ambos negam qualquer tipo de conversa. Claro e óbvio. Robinson ainda não rompeu com o governo. Está aguardando o rumo das coisas, que ao que parece não é bom pra ele. Se Robinson Faria vai ficar no governo só o tempo dirá. A conferir!

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