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Editorial

Quem se arrisca a ser o `Salvador da Pátria´?

Diante das dificuldades acumuladas durante o atual governo e herdadas também de governos passados a pergunta é: quem se arrisca a ser o “salvador da Pátria” ou o Messias que salvará o Rio Grande do Norte?” Até agora um único candidato se apresentou, que é o vice-governador Robinson Faria (PSD), que acalanta esse sonho desde quando foi presidente da Assembleia Legislativa, mas que os governantes de plantão nunca o deixaram realizar.

Fato é que ninguém, a não ser Robinson Faria, parece querer assumir o abacaxi que é hoje governar o Rio Grande do Norte esfacelado e pronto para abrir falência. Nem mesmo os ex-governadores Garibaldi Alves (PMDB) e Wilma de Faria (PSB) estão dispostos a enfrentar uma candidatura a governador. Garibaldi, senador licenciado e com mais quatro anos de mandato pela frente – hoje ministro da Previdência – já disse repetidas vezes que não deseja ser candidato novamente a governador. Tem razão. Trocar o céu (Senado) pelo inferno (o governo do RN, neste caso) não tem sentido pra nenhum político. Wilma, por sua vez, sabe que uma candidatura a deputada federal, como é seu desejo, é muito mais confortável e segura do que disputar outra vez o governo do estado, embora em condições de ganhar. O “X” da questão são os problemas de toda ordem, sobretudo financeira, que terá que enfrentar após ser empossada.

Tenho dito e repito: Wilma só sairá candidata a governadora se Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, for candidato à Presidência da República. Do contrário vai lutar por uma aliança entre o seu partido, o PT e o PMDB, com os petistas indicando a deputada federal Fátima Bezerra para o Senado e o PMDB o candidato a governador, que na cabeça de Wilma passa pelo nome do presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves. Como este se desgastou com o episódio do avião da FAB, a cela do seu cavalo para sair candidato a governador foi retirada. Surge agora o nome do deputado estadual Walter Alves lançado pela Juventude do PMDB. Balão de ensaio? Pode ser, mas a verdade é que nenhum dos caciques quer arriscar uma candidatura ao governo com receio da herança maldita que Rosalba Ciarlini (DEM) irá deixar. Herança essa, a bem da verdade, que teve a participação também de todos os ex-governadores, inclusive dos que não querem hoje assumir a barca furada.

Mas Waltinho parece a solução a ser encontrada. Contempla o PMDB, o PT e o PSB de Wilma. Senão vejamos: o PMDB porque terá um nome do clã Alves novamente no comando do estado. O PT porque satisfaz o desejo da direção nacional de fortalecer a bancada petista no Senado.  E o PSB porque isso agradaria em muito a sua presidenta estadual tendo em vista que numa aliança PMDB/PSB/PT os socialistas poderiam indicar o vice de Walter Alves, que neste caso seria a também deputada estadual Márcia Maia, filha de Wilma. Abriria também a oportunidade para o advogado Lauro Maia, filho de Wilma, sair candidato a deputado estadual. Vaga esta a ser deixada pela irmã, Márcia Maia.

Não à toa os caciques da política papa-jerimum só querem discutir as eleições de 2014 quando o novo ano chegar. Até lá muitas especulações e balões de ensaio que eles  mesmo incentivam. Mas que a coisa caminha para o que eu estou cansado de falar, caminha. A conferir!

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