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Editorial

Quem vai pagar por este horror?

A pergunta se faz mais uma vez pertinente. A humanidade tem o poder de se consternar diante de grandes tragédias. No Brasil, as tragédias são como que anunciadas, haja vista as enchentes nos inícios de ano com desmoronamentos costumeiro de casas e vítimas fatais. O incêndio ocorrido na madrugada de domingo numa boate em Santa Maria (RS), não poderia ser diferente, deixando a nação consternada.

Em menos de 30 segundos, o incêndio que começou no forro da boate Kiss, lotada de universitários, se espalhou por todo o ambiente. A fumaça negra e espessa intoxicou e cegou as vítimas, que procuravam a porta de saída. Bombeiros e estudantes que conseguiram escapar quebraram paredes e forçaram a abertura de passagens. O fogo provocado pelo sinalizador transformou o salão fechado numa câmara de gás. A presidente Dilma suspendeu a agenda e foi prestar solidariedade às famílias.

Pois muito bem: Quem vai pagar este horror? Vidas foram tiradas. O que era pra ser uma noite divertida acabou em uma grande tragédia. Já chega a 236 o número de mortos, podendo subir ainda mais. E aí, quem será ou serão os culpados? É preciso punição severa para os (i) responsáveis pela tragédia que chocou não só o Brasil, mas o mundo. O poder público tem sua parcela de culpa nisso porque não fiscaliza as casas de diversões. Uma boate que só tinha mesmo a porta de entrada, sem uma porta de emergência, jamais poderia funcionar. 

Mas como no Brasil só se toma “providências’ após ocorrida uma tragédia, é bom que as “autoridades” não fiquem só na consternação. que exija dos órgãos “competentes” a devida fiscalização, do contrário novas tragédias desse tipo irão se repetir. Infelizmente a vida destes jovens não poderão ser mais trazidas de volta, contudo, fica mais uma vez o exemplo de que tragédia para ser evitada se tem antes que tomar as providências cabíveis.

O caso de Santa Maria deve servir de exemplo também para os órgãos em Natal que cuidam de fiscalizar as casas de diversões. Cito o TAM (Teatro Alberto Maranhão), como exemplo. Vira e mexe se fala numa reforma na parte elétrica do TAM, vez que a sua fiação elétrica tem gambiarras. Todos os domingos, à tarde, centenas de crianças com seus pais comparecem ao teatro para assistir peças infantis. Está na hora da Secretaria Especial de Cultura do governo do estado atentar pra isso.

Outra: Conversando com um amigo ele me disse que o anfiteatro do campus universitário da UFRN (Universidade Federal do RN) está necessitando urgentemente de uma reforma, pois que sua estrutura está comprometida. A ferrugem começa a tomar conta dos ferros que fazem parte dos blocos de paredes da edificação. Em alguns pontos, segundo ele, já se percebe os ferros enferrujados. Detalhe: Abaixo do anfiteatro funciona uma sala onde escoteiros costumam guardar material e promover reuniões. Não só isso. Shows são promovidos no anfiteatro, caso da Cientec, e a UFRN não toma providências para fazer uma ampla reforma no local.

Que Santa Maria sirva de exemplo!

 

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