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Editorial

Regra do 2º turno: pau que bate em Francisco é o mesmo que dá em Chico 

É certo dizer que no segundo e último round entre os dois principais candidatos que disputam o governo do Rio Grande do Norte – Henrique Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD)- , pelo o que se observou já no final do primeiro turno, os dois irão se digladiar. Podemos estar voltando ao Estado de exceção, capaz de produzir dossiês sobre a vida pregressa dos candidatos ao governo do estado.

Não sem sentido o próprio sogro de Henrique Alves, jornalista Cassiano Arruda, escreveu hoje em sua coluna diária no jornal do qual é proprietário, que “Robinson Faria certamente terá muito o que explicar sobre o que fez, ou deixou de fazer, em quase três décadas. Dizem que existem coisas de deixar o cabelo em pé…”

Isso já sinaliza que no primeiro momento que Henrique Alves for provocado, ou por Robinson ou pelo seu marketing, o revide será de imediato. O sogro de Henrique afirmou no mesmo artigo que “com a campanha reduzida a apenas duas semanas e meia, daqui pra frente não dá mais para ficar esperando por mais nada. O silêncio de quem cala diante de qualquer acusação, daqui pra frente pode significar o consentimento de sua veracidade”.

Cassiano Arruda observou que “Robinson Faria, que vinha sendo apresentado como o novo, na verdade tinha 28 anos de exercício de mandatos, e, como qualquer um que tenha passado pela vida pública, possui um passivo capaz de exigir explicações, numa intensidade – no mínimo – semelhante a que ele próprio havia decidido questionar o adversário, através do seu marketing”.

Como se observa, para quem acha que houve baixaria no primeiro turno das eleições no Rio Grande do Norte, prepara-se que a coisa agora pode feder. Os exércitos dos candidatos estão se municiando para a batalha final. Esqueçam as propostas. Agora é a hora do vale-tudo. Ou vai ou racha. Do pescoço pra baixo tudo é canela. 

 A conferir!

 

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