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Editorial

RN também está precisando de uma faxina

Outro dia escrevi aqui neste espaço que a Frente Suprapartidária contra a Corrupção, formada por nove senadores dispostos a apoiar os atos de combate aos desmandos no Executivo,com apoio da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)  precisa urgentemente chegar ao Rio Grande do Norte. O intuito é o de promover o Movimento contra a Corrupção e a Impunidade, que ocorre hoje em várias capitais.

Pois não é que na manhã desta segunda-feira (12) o estado foi surpreendido com uma informação de que o Ministério Público e a Polícia Militar desencadearam uma ação conjunta denominada de “Operação Pecado Capital”, onde pelo menos três pessoas foram presas, além de terem sido apreendidos  mais de R$ 400 mil, uma arma de fogo municiada e diversos documentos relacionados ao Ipem/RN (Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte ), e a decretação de sequestro judicial de quatro empresas suspeitas de serem usadas para a lavagem de dinheiro – Piazzale Mall, É Show Supermercado, Platinum Automóveis e Casa do Pão de Queijo (Carrefour). As investigações apuram se esses estabelecimentos eram usados para fazer a lavagem do dinheiro desviado do Ipem.

Numa das interceptações telefônicas gravadas pelo Ministério Público, o advogado e ex-diretor do Ipem/RN, Rychardson de Macedo Bernardo, acusado de ser o “operador” da “organização criminosa” que desviava recursos públicos do órgão, cita o nome do deputado Gilson Moura (PV) como responsável pela indicação de 53 “colaboradores”, contratados através da empresa FF Empreendimentos Ltda, que recebiam diárias da autarquia estadual.

Como se observa, a prática nefasta do “é dando que se recebe” se embrenhou pela política brasileira de uma tal forma que parece virou uma metástase. Veja o caso do deputado Gilson Moura, citado em uma das gravações. Ele foi quem indicou o ex-diretor do Ipem/RN.

O Rio Grande do Norte está mesmo precisando de uma faxina ética. Senão vejamos: Foliaduto, Operação Impacto, Operação Higia, Operação Via Ápia e agora a Operação Pecado Capital. Há pouco um ex-gari que trabalhava para uma empresa terceirizada na limpeza de Parnamirim, município da Grande Natal, denunciou que existe um esquema de corrupção na pesagem dos sacos de lixo. É a chamada “máfia do saco preto”, que já atuou também em Natal, capital do estado. Quantas mais vamos ter pela frente? Está na hora de uma limpeza ética na política papa-jerimum e essa limpeza deve ser iniciada no próximo ano, quando teremos eleições municipais, antes que seja tarde demais e os cofres públicos continuem a ser surrupiados.

Confira os áudios das gravações realizadas pela Operação Pecado Capital clicando em MP e PM desencadeiam Operação “Pecado Capital” [1]

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