Robinson e Fátima já botaram o bloco na rua
Se depender de botar o bloco na rua para deslanchar suas candidaturas o vice-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD) e a deputada federal Fátima Bezerra (PT) já iniciaram o processo. Faria é candidato a governador e Fátima ao Senado, numa dobradinha anunciada na semana que antecedeu ao carnaval. É verdade que a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), candidata ao Senado, da mesma forma colocou o seu bloco na rua. Com uma diferença, apenas. O candidato do PMDB a governador, que ninguém sabe ao certo ainda quem será, não estava ao seu lado no Reinado de Momo. Aliás, ao contrário da petista Wilma ainda não se decidiu a que cargo concorrerá se a senadora ou novamente ao governo do estado.
Fato é que antes mesmo de abril chegar, como o previsto anteriormente, o quadro sucessório no Rio Grande do Norte começa a se delinear. O carnaval serviu como termômetro para os candidatos, exceto, para o eventual candidato ao governo do PMDB, repito, que parece não está lá muito preocupado com isso. Antes mesmo de fevereiro terminar escrevi um Editorial sob o título “O carnaval, os políticos e os bobos da corte”. Confira, caro leitor, clicando aqu [1]i.
Não se tem mais dúvidas, diante da indecisão do PMDB, que o PT fará aliança mesmo com o PSD nas terras de Poti. Wilma, essa, tem tudo para se aliar aos Alves, mais uma vez, a menos que haja um percalço no percurso nas conversas sobre a sucessão estadual. Não custa lembrar que 5 de abril é o prazo limite para os ministros de Dilma que irão se candidatar a algum cargo eletivo se desincompatibilizarem. O senador-licenciado Garibaldi Alves Filho está ministro da Previdência, mais pode perfeitamente ser candidato outra vez a governador. Difícil, mas não impossível.
Na verdade, Wilma que espera abril chegar para se definir se sai candidata ao Senado ou ao governo, aguarda ansiosamente o ‘anúncio” da candidatura do presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, de que será ele o candidato do PMDB ao governo do estado. A chapa de consumo de Wilma: ela para o Senado e Henrique para o governo.
O caminho já foi aberto para esta chapa na medida em que a deputada Fátima Bezerra cansou de esperar por uma definição dos Alves de se aliar ao seu PT. Preferiu procurar o eterno candidato a governador, Robinson Faria, para compor chapa com ele e aí aproveitou o Reinado de Momo para botar o bloco literalmente na rua. A “colombina” Wilma, por enquanto, ainda está atrás do seu “pierrô”.
Aguardemos pois o resultado da avaliação do PMDB com seus correligionários – prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados – para saber qual o nome que eles querem para ser o candidato a governador do partido. Certamente o dia 5 de abril também deve contribuir para a decisão.
A conferir!