[1]Sarney deixará a vida pública. A Nação agradece!
Depois de 59 anos de vida pública, o senador José Sarney (PMDB-AP) comunicou nesta segunda-feira à presidenta Dilma Rousseff que desistiu de disputar a reeleição ao Senado em outubro, relata hoje a Folha.
A decisão, se levada a cabo, encerra uma das mais longevas carreiras políticas brasileiras. Em nota, o senador, de 84 anos, afirma que “chegou a hora de parar um pouco com o ritmo de vida pública” que consumiu 60 anos de sua vida e lhe “afastou da convivência familiar”.
Sarney, que participou da velha Arena (Aliança Renovadora Nacional) que deu apoio aos governos militares, e foi presidente da República e do Senado em várias ocasiões, é tido como todo-poderoso e visto como donatário do Maranhão, seu estado natal.
Uma vez conversando com um amigo jornalista de Fortaleza e que mora em Brasília ele me disse o seguinte:
– Vocês no Rio Grande do Norte reclamam das oligarquias Alves e Maia. Pior é no Maranhão que só dá Sarney.
Fato é que a se confirmar a decisão do senador José Sarney, vai-se uma figura política do velho coronelismo que ainda que remota, insiste em permanecer principalmente no Nordeste do Brasil.
O exemplo a ser dado por José Sarney deveria ser seguido por muitos políticos, ou seja, vestir o pijama e abandonar a vida pública. Sua parcela de “contribuição” ao país já foi dada e muitos dos colegas de Parlamento do político maranhense deveriam seguí-lo. A Nação, certamente, agradeceria.
Charge: Sponholz, no Jornal da Manhã