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Editorial

Se Wilma sair ao governo os Alves podem apoiar Robinson

Não, não estou falando de nenhuma fórmula mágica montada nos laboratórios políticos do Rio Grande do Norte não. Nem tão pouco sou alquimista. Mas como em política tudo é possível e nas leituras que se faz nas entrelinhas dos movimentos da classe política papa-jerimum, chega-se fácil a conclusão de que se Wilma der mesmo um “canto de carroceria” nos Alves, o PMDB deixa o seu discurso de ter candidatura própria a sucessão estadual e apoia, por que não, o projeto do vice-governador Robinson Faria (PSD) ao governo do estado contra uma eventual candidatura, de novo, da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB) ao governo.

Lembro que o “provável” candidato a governador pelo PMDB, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, passou o carnaval em terras do Tio San, lá se encontrando com o irmão do vice-governador, o empresário Ricardo Faria. Certamente não conversaram sobre a crise mundial nem tampouco sobre o carnaval que acontecia no Brasil. Em terras alheias as conversas devem ter girado, certamente, sobre a sucessão estadual.

Não custa dizer ainda que a avaliação do PMDB papa-jerimum sobre que nome os filiados devem apoiar para ser o candidato do partido ao governo estadual ainda não foi divulgada. O que estão aguardando para ser levado a público não se sabe, talvez as andanças de Wilma de Faria e o seu posicionamento no tabuleiro do xadrez político. Se sai candidata ao Senado, apoiada pelos peemedebistas e se ousa novamente sair candidata ao governo como desejam os seus correligionários. O pior é que Wilma espera também um posicionamento de Henrique.

Fato é que para um candidato a governador Henrique está meio que pouco entusiasmado. Outra: a declaração do ministro Garibaldi de que se fosse ele o candidato a governador preferia ter a deputada Fátima Bezerra (PT) ao seu lado como candidata ao Senado ao invés de Wilma de Faria, de certa forma deixou cabreira a socialista que ainda não se decidiu a que cargo realmente vai concorrer. Como uma verdadeira raposa política que é, Wilma vai deixar para decidir aos 45 minutos do segundo tempo.

Enquanto isso, Robinson Faria que até antes do carnaval parecia ser um candidato para apenas fazer número, uma espécie de figurante de novela, deu as mãos à Fátima Bezerra e aproveitou o Reinado de Momo para botar o seu bloco na rua. Ao menos já se sabe que tem uma chama formada: Faria para governador e Fátima para o Senado. Falta apenas completar a chapa com a indicação do vice, que poderá aí, neste caso, dependendo do desenrolar do jogo de xadrez, ser indicação do PMDB.

As águas de março, portanto, vão encerrar o verão com muita correnteza por debaixo da ponte, que não é a Newton Navarro.

A conferir!

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