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Editorial

sid [1]Sem ufanismo nem pachequismo

Lendo hoje o Blog do Noblat e vendo um trecho de um  texto – muito bom por sinal – reproduzido no referido site do correspondente do jornal El País, Ramon Besa, sob o sugestivo título ” Neymar conclui o trabalho de Nishimura”, estou cada vez mais convicto de que devemos sim, torcer pela nossa seleção mas sem ufanismo nem pachequismo. Diz o texto de Besa:

Não é fácil digerir o futebol do Brasil e, às vezes, custa admitir que o substituto de Ronaldo, Romário e Rivaldo já se chama Neymar. O 10, em todo caso, é o único jogador que se sustenta em uma equipe com muito corpo, sem encanto, disposta a ganhar as partidas por eliminação, como se viu no jogo de abertura da Copa. Neymar e o Brasil precisaram da ajuda do árbitro, o japonês Nishimura, para derrubar a Croácia, uma boa equipe, batida pelo árbitro e por seu goleiro Pletikosa.

O arqueiro se mostrou muito atrapalhado perante Neymar. O brasileiro o surpreendeu com um chute mascado de fora da área, e depois lhe dobrou as mãos em um pênalti inventado pelo mesmo árbitro japonês que na África do Sul apitou a eliminação do Brasil frente à Holanda.

Concordo em gênero e grau com o que o jornalista afirma. A seleção brasileira, pela partida de ontem, ainda está muito longe do que foi na Copa das Confederações, no ano passado. Óbvio que o primeiro jogo é sempre mais difícil, ainda mais quando se abre uma Copa do Mundo dentro de casa, onde as pressões são muito grande. Em todo caso, o nosso selecionado não é o que se pode chamar de uma grande seleção.

Ontem mesmo, se não fosse a ajuda do juiz não sei o que seria de nós. Talvez o terceiro gol marcado por Oscar nem tivesse acontecido tamanho o nervosismo que a nossa seleção estaria diante de um placar não adverso, pois que estava empatado, mas incomodo certamente pelas vaias da torcida que se não fosse o pênalti de certo ocorreriam.

Fato é que estou na torcida para que o Brasil consiga o hexa, mas não tão eufórico assim. Sempre disse e volto a repetir que a seleção brasileira que mais me encantou, desde que comecei a acompanhar futebol – e olha que assisti a Copa de 1970 com Pelé e Cia – foi a de 1982, com Zico, Sócrates, Falcão e Cia, que acabou sendo eliminada pela Itália que sagrou-se campeã do torneio. Coisa dos Deuses do futebol. O selecionado brasileiro de hoje não chega nem a amarrar as chuteiras do selecionado de 82.

Contudo, como brasileiro e apaixonado por futebol devo dizer que, embora com um pênalti arranjado, vibrei com a vitória do Brasil sobre a Croácia. Preferia que tivesse vencido por 2 a 1, seria um placar mais justo. Não pelo futebol que apresentou, mas até por ser uma seleção um pouco melhor do que a da Croácia, mas anos luz distante de de 82.

O que espero agora é que já no segundo jogo, este contra o México, o Brasil não precise ser ajudado pelo árbitro para ganhar a partida. Que ganhe mostrando o futebol que apresentou na Copa das Confederações. Daqui por diante não se tem mais desculpas. Até porque o primeiro jogo já se foi. Portanto, não tem essa mais de nervosismo. O brasil joga em casa e tem obrigação de ganhar na bola sem pênalti arranjado para acalmar a torcida.

A conferir!

Charge: Sid

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