Sucessão no RN está mais pra balaio de gatos
O cenário político-eleitoral no Rio Grande do Norte no que diz respeito a eleição para governador, além de parecer eleição de síndico quando ninguém quer ser o indicado para assumir o “abacaxi” – exceto o eterno candidato vice-governador Robinson Faria (PSD) – está mais pra balaio de gatos, onde estão querendo unir os políticos das mais diferentes matizes num mesmo palanque, que o diga o presidente da Câmara e estadual do PMDB, deputado Henrique Alves.
Na visão de Alves um guarda-chuva onde se possa abrigar Wilma de Faria (PSB), João Maia (PR), Sandra Rosado (PSB) Felipe Maia (DEM), Rogério Marinho (PSDB), Ricardo Motta (PROS) entre tantos outros, sob o seu comando na condição de candidato a governador, poderia resolver os problemas do Rio Grande do Norte. É como diria aquele quadro do Casseta e Planeta: “Seus problemas acabaram. Chegou o guarda-chuva que acolhe todos os políticos”.
Na verdade o que Henrique Alves está propondo não passa de um balaio de gatos que na prática dificilmente funciona. Digamos que no mesmo palanque o peemedebista coloque os nomes citados acima com ele candidato a governador e Wilma de Faria ao Senado, como se cogita. Em se elegendo começa a briga por cargos políticos na nova gestão do estado. Aí os problemas do governo que já são muitos aumentarão.
Henrique usou hoje as redes sociais para rebater as especulações em torno do assunto. Disse o parlamentar no twitter:
– Com tanta especulação envolvendo o PMDB/RN, eleição 2014, esclareço q Partido, como todos, sem definição coligação e candidatos. Hora de ouvir.
Certo! Mas as conversas que ele tem mantido com outros partidos levam as especulações, o que é perfeitamente natural. Não fosse assim, o PMDB que diz que terá candidato próprio já teria definido o nome. E olha que a legenda tem quatro nomes apresentados. O próprio Henrique, Garibaldi Alves, Walter Alves e Fernando Bezerra, e dentre os citados o do ministro Garibaldi figura em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.
Sendo assim, pra que complicar? Pra que tentar fazer um balaio de gato se a solução para o problema está ali dentro do próprio PMDB? Aliás, com Garibaldi candidato nem precisava abrir o guarda-chuva. As adesões seriam, digamos, espontâneas.
A conferir!