`Tem ministro jurando não ser candidato, mas depois já viu, né?´
Hoje o Estadão traz uma reportagem sob o título “Eleições farão Dilma trocar 12 ministros” que corroboram com as palavras do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) – fora dos microfones -, e do que venho dizendo aqui neste espaço. Ou seja: de que o candidato do PMDB a governador do Rio Grande do Norte nas eleições do próximo ano será o ministro Garibaldi Alves Filho.
Diz o jornal que a presidenta Dilma Rousseff vai realizar sua terceira reforma ministerial entre o fim de dezembro e o início de janeiro. Ao menos 12 dos 39 ministros devem disputar as eleições em 2014 e, com isso, serão obrigados a deixar seus postos, A intenção da petista é concentrar a saída de todos ao mesmo tempo a fim de realinhar seu primeiro escalão para o ano que vem, quando tentará vencer a sucessão e garantir mais quatro anos de mandato.
A matéria não cita o nome dos 12 ministros a deixar seus cargos para concorrer a governador especificando apenas os casos da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Cita ainda a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que pretende disputar o Senado. O texto deixa claro que “assim como Gleisi, quem tem cargo no Congresso provavelmente reassumirá a vaga de deputado ou senador para aproveitar a “vida mais tranquila” e a visibilidade que a tribuna parlamentar oferece”, condicionando, contudo, a saída do governo a opção de concorrer a um cargo eletivo no ano que vem à “permissão” da presidenta.
O que se pode considerar a possibilidade de Garibaldi Alves está incluído neste rol de ministros que deixarão o governo em dezembro para concorrer a um cargo eletivo, é que o texto afirma que senadores (ministros) são a principal alternativa de Dilma porque apenas um terço deles ficará sem mandato em 2014, os outros dois terços terão poder garantido até 2018.
Ainda pra confirmar a afirmação de Henrique ao jornalista Diógenes Dantas, repito, fora dos microfones, e o que venho dizendo, na mesma matéria o Estadão afirma que, além de disputas dentro do próprio PT, o PMDB, partido de maior peso na base aliada, já estuda o cenário de mudanças, mas deixará para indicar nomes às vésperas da troca de titulares “para não corrermos o risco de esvaziar os nomes escolhidos” explicou o primeiro vice-presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO). Afinado com o calendário do governo, Raupp defende que os ministros deixem seus cargos em dezembro: “Não acho correto o candidato se manter no ministério no mesmo ano em que disputará eleição porque isso contamina o processo. Mas tem muito ministro que fica na pasta jurando não ser candidato, mas depois já viu, né?.” A conferir!