Tirar Natal do caos virou clichê de campanha
De tão previsível é a situação, que tirar Natal do atoleiro em que se encontra virou uma espécie de clichê de campanha dos candidatos à sucessão da prefeita Micarla de Sousa (PV), principalmente nesta reta final rumo ao primeiro turno. Ora, bolas. Qualquer um que venha a vencer o pleito a primeira providência será colocar a casa em ordem, tal é a desordem. Não era necessário nem os candidatos falar sobre isso. Parerce mais uma redundância.
O fato é que as promessas de campanha terão que ser relegadas a segundo plano. E não adianta tentar ludibriar o eleitor pois que o lixo, as ruas esburacadas, a saúde falida e o trânsito caótico já fazem parte da cena comum da cidade, serviços esses que terão necessariamente que ser recuperados com urgência.
“Natal Urgente”, “Força Tarefa”, chavões que estão se tornando comum entre os candidatos estão soando mais como uma carta de seguro. Sim, porque em face da crítica situação em que se encontra a cidade, todos estes serviços citados como caóticos terão que ter prioridade sob pena da nova administração dar continuidade ao que já era ruim.
O povo está cansado de promessas e não adianta querer fazer do voto uma mercadoria e lá na frente tentar justificar porque não fez isso e aquilo. Isso é engodo eleitoral. Já passamos por isso. O velho não pode querer ser taxado de novo agora. Experiências amargas, repito, levaram ao eleitor a ser gato escaldado.
Portanto, não tenho dúvidas, qualquer um que vier a ser prefeito de Natal terá que primeiro cuidar dos problemas graves existentes para só depois, se tiver condições, implementar as propostas prometidas em campanha. Não será diferente para nenhum candidato na disputa.
O discurso do retrovisor já não terá mais nenhuma validade, porquanto o prefeito eleito já sabia de antemão a situação que iria encontrar.
As cartas de seguro começa-se a observar. Só não enxerga quem não quer ver. A conferir!