Tucano mudou do PSB para o PSDB. Assédio ideológico, deputado?
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 1411/2015, que criminaliza o assédio ideológico no ensino do país. Ou seja, transforma em crime toda prática que condicione o estudante brasileiro a adotar determinado posicionamento político, partidário, ideológico ou qualquer tipo de constrangimento causado por outrem ao aluno por adotar posicionamento diverso do seu, independente de quem seja o agente. O projeto tem como autor o deputado tucano Rogério Marinho (RN).
Nunca na história deste país, nem nos tempos da ditadura militar, um parlamentar ousou tanto em impor limite a liberdade de pensamento. Fui estudante, assim como certamente o nobre deputado foi, e nunca ninguém fez a minha cabeça – usando um linguajar bem juvenil – para impor ideologias. Aliás, nos tempos de hoje costumo sempre repetir Cazuza: “ideologia, quero uma pra viver”.
Não sei o por quê agora do deputado tucano querer cercear a liberdade de expressão nos bancos escolares. Será que o nobre deputado pensa que os estudantes brasileiros são seres teleguiados, que não têm o poder de pensar? Certamente que não. Naturalmente o deputado Rogério Marinho nunca foi influenciado, sobretudo, na juventude.
No seu currículo tem que Rogério Marinho participou do Movimento Estudantil Secundarista, Atheneu, 1982-1983; Movimento Estudantil Universitário, Faculdade Unificada para o Ensino das Ciências (UNIPEC): Centro Acadêmico e Diretório Central dos Estudantes, 1988-1991.
Será que durante todo esse período de estudante e com o vasto currículo na política estudantil o nobre deputado foi condicionado a adotar um posicionamento político ou teve a capacidade de se definir ideologicamente?
Lembro que Rogério Marinho iniciou a sua vida pública no PSB, partido esse que tem posições ideológicas antagônicas ao seu partido de hoje, o PSDB. Mudou de partido por que sofreu assédio ideológico ou por conveniência política? Prefiro ficar com a segunda resposta.