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Editorial

Um governo não se faz com açodamento

Por mais que a imprensa cobre, por mais que as redes sociais tenham hoje um papel de investigadoras da coisa pública, diga-se de passagem de forma legítima, um governo não se faz de forma açodada.

A ansiedade também prejudica o governo na medida em que se cobra resultados que muitas vezes demandam tempo. Problemas na Segurança e na Saúde pública, por exemplo, calos de qualquer governo, não se resolvem num passe de mágica. Requer tempo, planejamento e, sobretudo recursos.

As cobranças num governo são perfeitamente naturais. O eleitor quando vota num candidato e o candidato se elege, o eleitor cobra a fatura sobre o que foi prometido em campanha. Isso faz parte do processo democrático. A imprensa também tem o seu papel de fiscalizar e cobrar.

No entanto, isso não pode e não deve ser feito de maneira apressada e muito menos o governo se deixar levar por isso. Do contrário nada poderá ser planejado dentro do tempo esperado ou até mesmo creditado.

Dirá o leitor: Mas Barbosa, cinco meses de governo são o suficiente para existir as cobranças. Respondo que é muito pouco em se tratando de quatro anos de governo. Os problemas são pontuais e não podem ser resolvidos da noite para o dia.

Da mesma forma é preciso entender que o país passa por uma crise econômica-financeira que se reflete nos estados e municípios, como por exemplo a queda no FPE (Fundo de Participação dos Estados) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Não estou aqui querendo tapar o sol com a peneira, mas apenas querendo dizer que um governo não pode ser executado em sua plenitude com açodamento da imprensa e das redes sociais. Cobrar é preciso, mas sem pressa, que aliás é inimiga da perfeição, e sem ansiedade.

A conferir!

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