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Editorial

Uma história maculada pela gestão Micarla

No dia em que o mundo cristão celebra o nascimento de Jesus Cristo, a capital potiguar comemora também o seu aniversário. Daí o nome Natal. Nesta terça-feira, 25 de dezembro, a cidade completa 413 anos de história. No entanto, não tem muito o que comemorar. A atual gestão, ou melhor dizendo, a última gestão, falo de Micarla de Sousa, deixou a cidade um caos.

Defenestrada do poder pela Justiça após denúncias de recebimento de propina, Micarla deixou um rombo nos cofres públicos, extraoficialmente, para o futuro prefeito, Carlos Eduardo Alves, de R$ 300 milhões, podendo chegar até R$ 500 milhões ou mais. Tomada de buracos e lixo, com possibilidade ainda de não pagar o funcionalismo municipal o mês de dezembro, o prefeito – terceiro em menos de 60 dias – Ney Lopes Jr se vê as turras pra sanar os problemas deixados por Micarla de Sousa. Antes de Ney Lopes Jr foi empossado prefeito o vice-Paulinho Freire, que por ter sido eleito vereador foi obrigado a deixar o cargo para Ney Lopes Jr que não se reelegeu à Câmara Municipal.

Sem falar nos imbróglios entre a Justiça e o prefeito empossado Ney Lopes Jr. que por decisão judicial no último fim de semana o impediu de praticar qualquer ato administrativo, inclusive a determinação para o pagamento dos salários aos servidores que vinha dando total prioridade e que em razão de ter sido citado ontem da decisão judicial constante no Agravo de Instrumento com suspensividade, que determinava a posse no cargo de prefeito de Natal do vereador Edivan Martins, presidente da Câmara Municipal, e em consequência o seu afastamento, comunicou à população o total cumprimento da ordem emanada do Poder Judiciário.

– Lamento, por estas razões, a cidade ficar sem prefeito em um momento tão difícil, disse Ney Lopes Jr em nota oficial. Horas depois, o presidente da Câmara Edivan Martins, para não ter que assumir o Executivo municipal comunicou a renúncia ao cargo. E assim, Ney Lopes Jr pode continuar a frente do Executivo até 31 de dezembro. Menos mal!

No seu aniversário de 413 anos de existência a capital dos Reis Magos enfrenta uma espécie de enredo surrealista no que diz respeito a gestão da cidade. Há de se dizer mesmo que o então prefeito Paulinho Freire quando assumiu o cargo em lugar de Micarla de Sousa, afastada pela Justiça, tinha mesmo razão quando afirmou que “Natal não tinha o que comemorar”, quando indagado se a prefeitura iria realizar o Revéillon com shows e queimas de fogos de artifício.

Fato é que pode até parecer superstição, mas treze anos após comemorar o seu quarto centenário, a capital do Rio Grande do Norte terá que ressurgir das cinzas, literalmente.

 

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