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Editorial

Vai sobrar para o mordomo!

Pelos últimos depoimentos colhidos no caso do Foliaduto – escândalo ocorrido no Rio Grande do Norte em 2006 durante o primeiro governo Wilma de Faria (PSB), quando a FJA (Fundação José Augusto), através do Gabinete Civil, pagou quase R$ 2 milhões em shows que supostamente teriam sido realizados no reinado de momo no interior, mas que não ocorreram, chega-se a conclusão que vai sobrar para o “mordomo”. E neste caso o mordomo chama-se Ítalo Gurgel, primo e ex-auxiliar direto da ex-governadora.

Sim, porque pelo o que  foi colhido durante os depoimentos dá a impressão de que Ítalo Gurgel tinha “superpoderes” junto ao Gabinete Civil, até mesmo para autorizar crédito suplementar em nome da governadora.

Entretanto, o médico Carlos Faria, ex-chefe do Gabinete Civil e irmão da ex-governadora Wilma de Faria disse em seu depoimento que  o crédito suplementar não era solicitado por Ítalo Gurgel.

– Quem requer o crédito suplementar é a instituição, nesse caso a Fundação José Augusto. Não sei se houve desvio, respondeu. Durante todo interrogatório, o médico evitou admitir que houve desvio na gestão estadual.

– Uma hora (a acusação afirma) é para pagar pendência do governo outra é desvio, afirmou Carlos Faria.

Ficam as indagações:

Se era a Fundação José Augusto que requeria o crédito suplementar, quem de direito  no Gabinete Civil autorizava?

Se neste caso não fora ele (Carlos Faria), Ítalo Gurgel usou então de sua influência para autorizar?

O fato é que explicações foram dadas,  mas não convincentes. E como nos filmes de Alfred Hitchcock, vai sobrar para o “mordomo”. Aliás, Hitchcock foi diretor de um filme que tem um título bem sugestivo: O Homem que Sabia Demais (1956).

A conferir!

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