Vão acabar culpando um ASG
Por que será que as ações do Ministério Público e da Polícia Militar sempre resultam em prisões imediatas de supostos envolvidos em falcatruas no interior do estado e na capital, Natal, não? Digo isso porque ainda hoje o MP em conjunto com a PM, no município de Vila Flor, prendeu o prefeito da cidade e mais cinco vereadores envolvidos em corrupção. No entanto, já faz quatro anos que foi desencadeada a Operação Impacto na Câmara Municipal de Natal, pelo MP e a Polícia Civil – neste caso não foi a PM – onde 13 edis e mais quatro empresários foram acusados de compra e recebimento de propina na votação do novo Plano Diretor da capital potiguar. Até agora nenhum foi preso.
Segundo o juiz encarregado do caso, Raimundo Carlyle, em entrevista ao Diário de Natal no início de dezembro, ele pretende julgar os 21 réus até o final deste ano. Ele disse que usará o período de recesso no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte para se dedicar exclusivamente ao caso. Detalhe: O recesso forense tem início neste dia 20.
– Farei um esforço para terminarmos este ano com o julgamento, afirmou o magistrado.
Ora,ora,ora. Porque tanta demora num caso em que há provas, inclusive, gravadas, de um esquema de corrupção envolvendo vereadores? Porque tanta demora onde ficou provado que existiu um esquema envolvendo corruptos e corruptores? No caso de Vila Flor, por exemplo, a ação para prender os envolvidos foi rápida e eficiente. No caso da Operação Impacto está sendo lenta e ineficiente. Do jeito que está quem vai ser o culpado pelo esquema de corrupção montado dentro do Legislativo municipal natalense será um dos ASGs da Câmara que varre o Plenário. Tipo o caseiro no caso Palloci. Ele não foi preso, mas está sem emprego até hoje. Se eu fosse um dos ASGs da Câmara estaria preocupado.
Senhor juiz, quando é que vamos ter uma sentença de “Impacto” no caso da Operação que levou o mesmo nome? A conferir!