Wilma deve colocar as “barbas de molho”, sim!
Embora não acredite nesta possibilidade, o fato é que a ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, deve colocar mesmo as “barbas de molho”. Não sem razão: o prefeito paulistano Gilberto Kassab, segundo noticia hoje à Folha, deixará o DEM até 30 de março, fundará um novo partido e, depois, patrocinará a sua fusão ao PSB. A articulação foi fechada em café da manhã na casa de Kassab, na terça, com o governador Eduardo Campos (PE) e o presidente do PSB-SP, Márcio França -secretário de Turismo do governador Geraldo Alckmin. Em crise com o comando nacional do DEM, Kassab negociava com o PMDB e o PSB um palanque para se candidatar ao governo em 2014. Publicamente, o prefeito diz que só anunciará a decisão no dia 15 de março.
E daí, o que Wilma tem a ver com isso? A ex-governadora do Rio Grande do Norte tem a ver sim! Wilma é presidente estadual do PSB no estado. Com a hipotética ída de Kassab para o PSB e com as especulações de que a governadora do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini pode deixar o DEM, se Kassab for mesmo para o PSB é factível que Rosalba possa acompanhá-lo e ser sim a nova dirigente socialista em terras potiguares. É bom lembrar que o entendimento de Kassab é com o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que quer fortalecer o seu partido e nada mais interessante do que ganhar, além do prefeito do maior colégio eleitoral do país, mais uma governadora no Nordeste.
Portanto, não custa nada está atento as movimentações em Brasília e em São Paulo, pois é neste eixo que se decidem as coisas na política. Wilma, a “guerreira” já botou a vestimenta para ir à luta. Mostrou isso no twitter esta semana. Claro, o intuito foi para dizer: “Estou aqui”. Ou seja, na política não existe político morto. Se as especulações têm fundamento só o tempo dirá. Repito, particularmente não acredito que Rosalba vá para o PSB. Seria mais fácil, neste caso, o PMDB, mas a vaidade de dirigir um partido pode se sobrepor aos “ideais” políticos. Não foi assim com Wilma, que começou a sua trajetória política no antigo PDS, partido de ultra-direita e acabou virando “socialista”. A conferir!