A toga preocupada com a repercussão dos precatórios
Os homens de preto estão preocupados com a repercussão negativa do escândalo dos precatórios – desvio de recursos públicos ocorridos no Setor de Precatórios do TJRN. Não só isso, entidades representativas como a OAB e o Marcco (Movimento Articulado de Prevenção e Combate à Corrupção) também já começam a demonstrar preocupação com os rumos que o caso terá com a delação feita pela pivô do escândalo, Carla Ubarana, que está detida em prisão domiciliar, de que dois desembargadores estão envolvidos no escândalo – Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro.
A própria presidente do TJRN desembargadora Judite Nunes emitiu Nota Oficial esta semana sobre as notícias que vêm sendo veiculadas na imprensa a respeito do escândalo dos precatórios. De acordo com Nunes, resta a presidência do Tribunal dar continuidade às medidas necessárias a mais ampla apuração dos fatos, mantendo a “inafastável postura de rigor, serenidade e transparência na condução do caso, inclusive com o fornecimento, aos órgãos envolvidos – Ministério Público, Tribunal de Contas e CNJ –, de todas as informações que se fizerem necessárias ao alcance dos nossos objetivos.”
Portanto, não à toa os ânimos estarem acirrados nos bastidores da Justiça do Rio Grande do Norte, afinal de contas, nunca na história do TJRN houve um escândalo envolvendo togados. A preocupação faz sentido. A própria OAB disse que levará o caso ao conhecimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), se é que a entidade já não tem conhecimento. A coisa está literalmente preta para os togados supostamente envolvidos no escândalo dos precatórios.
Os desentendimentos ocorridos na segunda-feira entre o desembargador Caio Alencar, presidente da Comissão de Sindicância que apura as denúncias sobre o roubo de vários milhões de reais da conta de precatórios da corte potiguar e seus colegas de toga Owaldo Cruz e Rafael Godeiro, conforme relatou o jornalista Roberto Guedes em seu blog – clique aqui [1] para ver – é um reflexo do que estou falando. Na segunda-feira quando Caio Regalado deverá apresentar o relatório da Comissão de Sindicância no Plenário da Corte de Justiça, conforme ainda Roberto Guedes, é que a coisa vai ferver. A conferir!