Declaração preocupante
A declaração do secretário-chefe do Gabinete Civil do governo do Rio Grande do Norte, Paulo de Tarso Fernandes, de que até agosto o estado estará acima do limite prudencial, é deveras preocupante. A declaração do secretário foi feita em audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir o assunto.
Antes, em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, Paulo de Tarso já dissera que o Orçamento só garante salários de servidores até setembro.
Agora, afirma que o estado está propenso a ficar acima do limite prudencial. Ou o secretário está tirando carta de seguro, ou está fazendo mesmo “terrorismo”. Se for carta de seguro isso é muito preocupante, porque Paulo de Tarso já está adiantando que a partir de agosto o estado entra num calapso total, com os servidores podendo ficar com os salários atrasados a partir de setembro.
O fato é que o governo do estado está mal das pernas. No dia 2 de junho do ano passado comentei aqui neste espaço que o governador do Rio Grande do Norte Iberê Ferreira de Souza (PSB) revelou em números o que o Blog já havia adiantado. Ou seja, que encontrou o estado com o fundo do tacho raspado. Leia comentário clicando em Editorial [1] publicado no dia 5 de maio. Em reunião ontem com o secretariado Iberê anunciou um déficit de R$ 200 milhões nos cofres públicos e cobrou dos auxiliares empenho no enxugamento dos gastos, publiquei na época.
Pois muito bem: A atual governadora, Rosalba Ciarlini (DEM), dias atrás, reuniu toda a sua equipe numa conversa que durou mais de duas horas para pedir a mesma coisa ao seu corpo de auxiliares. Leia o que Rosalba disse clicando em Governo vai “apertar o cinto” mais ainda. [2]
Portanto, Rosalba sabia como iria encontrar o estado. Se fosse Iberê hoje no governo, certamente a situação não seria diferente. O fato é que o governante quando é eleito é também para solucionar problemas. Ficar justificando que o estado está quebrado por causa dos governos passados é muito cômodo. Pior ainda é fazer “terrorismo” como Paulo de Tarso vem fazendo. Até porque, como já disse, Iberê também encontrou o estado com o fundo do tacho raspado. Ou seja, Wilma de Faria deixou um péssimo legado para seu correligionário, que por sua vez deixou para sua sucessora. Resta o governo Rosalba solucionar o problema e não ficar arranjando desculpas ou fazendo “terrorismo”.