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Editorial

O PMDB de Natal já tem candidato sim: É Hermano Morais. Falta o discurso

Por mais que os dirigentes partidários do PMDB no Rio Grande do Norte digam que o partido conta com dois nomes para sair candidato a prefeito de Natal em 2012, no caso, os deputados Hermano Morais e Walter Alves – está claro que o nome de Hermano será o escolhido.

Não sem motivos. Primeiro, o PMDB tem uma dívida com o ex-vereador. No último pleito, já lançado candidato à sucessão municipal, seu nome foi preterido pela direção da legenda em troca do apoio à deputada federal Fátima Bezerra (PT) para prefeita da capital potiguar.

O segundo motivo, é que o outro possível candidato, Walter Alves, filho do senador-ministro Garibaldi Alves Filho, tem outro projeto político e ao que tudo indica já acertado com o atual presidente da Assembléia Legislativa deputado Ricardo Motta (PMN). Ser seu sucessor na presidência da Casa. Isso seria um dos acertos entre o deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente do PMDB no estado e o presidente estadual do PMN,  o vice-governador Robinson Faria.

O problema do PMDB agora é o discurso. Com cargos indicados no governo de Rosalba Ciarlini (DEM) e na administração da prefeita natalense Micarla de Souza, fica difícil aos peemedebistas implementarem um discurso de oposição as duas administrações. Dizer que é independente é um discurso muito fácil e pouco convincente. É preciso sim ter uma definição desde agora de qual será sua posição no cenário político municipal. Do contrário, pode parecer que o PMDB, mais uma vez, estará jogando pra platéia. Ou seja, ensaia uma candidatura majoritária própria e depois faz uma aliança de última hora indicando o vice. E novamente sai como coadjuvante.

Uma fonte do blog informou que Hermano Morais não quer ser candidato por descarte. Ou seja: não tem tu, vai tu mesmo. De acordo com essa mesma fonte, ligada ao parlamentar, ele só aceitará ser o candidato a prefeito do PMDB se o partido lhe garantir lastro financeiro e entrar de cabeça na sua campanha. Do contrário, necas de pitibiriba. Claro, está certo Morais. Sem dinheiro não há candidato que ganhe uma eleição maojoritária, mesmo que este nome seja bom.

A verdade é que Hermano Morais não quer ser mais o bode da sala. Por outro lado, diferentemente da eleição passada, quando Hermano era vereador e, ou tentava a reeleição ou saía candidato a prefeito, desta vez ele tem um mandato de deputado estadual e saindo candidato a prefeito, mesmo que perca a eleição, seu nome estará na mídia, e portanto, fazendo de certa forma uma campanha antecipada a sua reeleição à Assembléia Legislativa.

Um outro ponto que tem que ser analisado também, é que Hermano Morais tem um voto elitizado, ou seja, de classe média. É preciso trabalhar o seu nome junto as classes menos favorecida da sociedade. Dizer que a classe média é formadora de opinião por ser mais politizada é pura balela. Formador de opinião não transfere voto para o povão.

Portanto, Hermano Morais é sim o candidato do PMDB, só falta mesmo saber que discurso ele vai usar na campanha. A conferir!

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