Tolerância zero aos radicais
Tolerância zero para os radicais que não estão acostumados com a democracia onde impera a diversidade de valores e a liberdade de expressão. No momento em que volta à tona a discussão da redução da maioridade penal em virtude principalmente dos últimos acontecimentos envolvendo menores em crimes hediondos, ministros de Estado, caso do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho que classificou como fascistas as saídas apresentadas a favor da redução da maioridade penal, levam a que pessoas intolerantes pensem da mesma forma e usem as redes sociais para agredir pessoas que sequer conhecem.
Passei por esta experiência ontem simplesmente porque publiquei no meu blog – um espaço independente onde costumo emitir opiniões – o resultado de uma pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira onde revela que mais de 90% dos brasileiros querem a redução da maioridade penal. Um cidadão, se é que posso chamá-lo assim, entrou no twitter para me agredir verbalmente. Deixei a sua grosseira mensagem no meu espaço de interações para poder respondê-la hoje, o que estou fazendo. Veja o que disse o “pacato cidadão”:
Rodolfo Alves @rodoalves [1]14 h [2]Enfia essa pesquisa no cu RT @blogdobarbosa [3] Pesquisa revela que 90% dos brasileiros querem redução da maioridade penal.
Pois muito bem: sou defensor da redução da maioridade penal, já expressei isso em outras oportunidades, e acho que deve haver um plebiscito sobre o assunto para dar uma maior legitimidade à causa. Certamente o “pacato cidadão” que me agrediu no twitter com palavras chulas deve ser um desses “filósofos” que entendem que tamanha revolta revela a carga emocional que envolve o debate. A revolta, no caso, diz respeito aos que defendem a redução da maioridade penal. Ou por outra, ele, o “pacato cidadão”, não sabe ainda o amplo significado de democracia. Acho que mais correto é pensar desta forma, pois que pessoas assim não não sabem respeitar a diversidade de opiniões.
Num país onde a impunidade impera não é surpresa nenhuma se usar as redes sociais para agredir as pessoas gratuitamente.
Fato é que a sociedade não aguenta mais a inércia dos governos no combate a violência onde menores infratores estão se aproveitando disso e cometendo crimes hediondos porque sabem que estão protegidos pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), com base no caduco Código Penal Brasileiro que data de 1940 e que diz que a maioridade penal é a partir dos 18 anos.
Prova maior do que estou dizendo é que a Câmara já estuda a revogação do Estatuto do Desarmamento. Embora seja favorável ao estatuto, reconheço que a inércia dos governos no combate à criminalidade está levando ao cidadão a querer fazer justiça com as próprias mãos. Se o Estado não cuida da minha segurança, cuido eu, pensa hoje o brasileiro refém da bandidagem.
Já o “pacato cidadão” prefere expressar sua opinião contrária a redução da maioridade penal de forma chula e agressiva, diferentemente de pessoas civilizadas que embora discordem não ultrapassam os seus limites.
Enfim, tolerância zero aos radicais que não respeitam a opinião alheia!