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Seis anos após sua cassação pelo plenário da Câmara dos Deputados [1], Eduardo Cunha buscará novamente uma cadeira na casa – dessa vez pelo PTB, e pelo estado de São Paulo. Ele nunca chegou com os bolsos tão cheios: à Justiça Eleitoral, o deputado preso por seu envolvimento com a Lava Jato declarou um patrimônio de R$ 14,1 milhões.
O valor é 8,5 vezes maior que os R$ 1,65 milhão que ele declarou em 2014, quando se elegeu pela última vez pelo MDB do Rio de Janeiro. Corrigido pela inflação, o valor declarado naquele ano seria de R$ 3,6 milhões – o que aponta um salto de 392% na sua fortuna.
O TSE não divulga maiores detalhes sobre como são compostas as fortunas dos candidatos – mas Cunha disse que R$ 12,5 milhões são compostos de “outros bens e direitos”. Ele ainda possui R$ 887 mil em quotas de empresas, além de salas comerciais e apartamentos.
Cunha teve seus direitos políticos restabelecidos em uma decisão do desembargador do TRF-1 Carlos Brandão, na última terça-feira (2) [2]. Já o Ministério Público Federal [3](MPF) recorre para mantê-lo inelegível. [3]
Foto reproduzida da Internet