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Efeito Lulinha não pega, segundo a nova pesquisa BTG

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Uma das grandes apostas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para tentar desidratar a campanha de Lula nesta primeira semana de agosto seria a sequência de inquéritos contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Foram abertos três inquéritos contra o empresário, indicando uma estratégia de uso de lawfare contra o filho do presidente [1]. O mesmo aconteceu nas campanhas de 2006, 2018 e 2022: o nome de Lulinha entrava em alguma investigação. Coincidentemente, sempre em anos eleitorais. Nunca foi condenado. Nas fake news, Lulinha já teve Ferrari de ouro, seria dono da Friboi e o principal acionista da Oi. Tudo mentira.

Relembre: Lulinha: todas as denúncias ocorreram em anos de disputa presidencial e foram arquivadas por falta de provas [2]

A abertura dos inquéritos e a entrada de Alfredo Gaspar (PL) como vice de Flávio Bolsonaro indicaram que a campanha da extrema direita iria se concentrar em Lulinha para tentar atingir a campanha que lidera as pesquisas no primeiro e no segundo turno.

Porém, a primeira pesquisa BTG/Nexus após a abertura dos escândalos — realizada entre os dias 7 e 9 de agosto — revela que a posição de Lula melhorou numericamente. [3]

No primeiro turno, o petista tem 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 35%. Lula perdeu um ponto, e Flávio, dois.

No segundo turno, o presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% do senador. Na semana passada, Lula tinha 46%, e Flávio, 45%.

Em uma campanha sem ataques substanciais e factuais contra o governo Lula e sem propostas para apresentar, a campanha de Flávio fez seu primeiro teste: tentar reviver o desgastado espantalho de Lulinha para arrancar alguma vantagem no início da campanha eleitoral.

Não deu certo. Enquanto o efeito Lula é real, [4] o efeito Lulinha, até o momento, não apareceu.

Fotos Reprodução/Brasilagro


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