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A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República vem enfrentando um cenário de desconfiança e ceticismo entre um de seus principais pilares de apoio político: o eleitorado evangélico. Lideranças religiosas próximas ao parlamentar relatam um clima de pessimismo sobre a receptividade do segmento ao seu nome para a disputa pelo Palácio do Planalto, segundo Bela Megale, do jornal O Globo [1].
Em conversas com suas bases comunitárias e eclesiásticas, esses líderes afirmam que o tom predominante na atualidade é de incerteza. Diferente do pleito de 2022, a maior dúvida que circula entre os fiéis é se Flávio Bolsonaro será, de fato, o candidato do campo conservador nas eleições presidenciais.
A avaliação feita por esses interlocutores aponta para uma mudança drástica no comportamento do eleitorado evangélico em comparação com 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) disputou a reeleição contra o presidente Lula (PT). Naquela ocasião, havia forte coesão e engajamento direto da militância religiosa em torno do nome do então presidente.
“Na época do Bolsonaro existia até um excesso de confiança. Hoje, o que a gente mais ouve é se o candidato será mesmo o Flávio”, resumiu um líder religioso em reservado à publicação.
Retração na vantagem eleitoral
A desconfiança no ambiente religioso já se reflete nos levantamentos de intenção de voto. Dados da mais recente pesquisa Quaest do mês corrente apontam que, embora Flávio Bolsonaro permaneça na liderança das intenções de voto entre os evangélicos quando confrontado com o presidente Lula, a vantagem do senador encolheu expressivamente.
Em maio, a distância entre Flávio e Lula dentro do segmento evangélico era de 37 pontos percentuais em favor do parlamentar do PL. No levantamento atual, a margem recuou para 22 pontos, evidenciando uma desaceleração no apoio e acendendo o sinal de alerta na cúpula de sua pré-campanha.
Foto reproduzida da Internet